Os máximos representantes católicos na Terra Santa saudaram a intervenção deste Domingo de João Paulo II, em que se condenou a construção de um «muro de segurança» na Cisjordânia por parte do Estado de Israel. O arcebispo Pietro Sambi, Núncio apostólico em Jerusalém, explica que este muro «separa as escolas dos alunos, os doentes dos centros de tratamento, as pessoas do seu local de trabalho, as famílias dos seus parentes». «O muro nunca foi sinal de paz, não foi e não é», acrescentou esta segunda-feira o prelado em declarações à Rádio Vaticano, constatando que informou às autoridades israelitas que a barreira que quer dividir Israel e os terroristas palestinianos separa em duas partes mosteiros, conventos, igrejas, cemitérios, e outras edificações. A construção da barreira – que em algumas partes é uma cerca eléctrica com arame farpado e, em outras, um muro de betão – serve, segundo o governo de Israel, para impedir que terroristas palestinianos entrem no país. O padre Giovanni Battistelli, superior da Custódia Franciscana da Terra Santa, também apoia as declarações de João Paulo II e afirma que «aquilo de que necessitamos verdadeiramente é de um amor que una e não de meios que separem, que não fazem mais que aumentar o rancor, o ódio e a injustiça». A intervenção do Papa • João Paulo II contra «muros» na Terra Santa
