Referência ao cristianismo na Constituição Europeia é hipótese remota

Recolha de assinaturas prossegue apesar do falhanço da diplomacia da UE A referência às raízes cristãs da Europa no Preâmbulo da Constituição Europeia parece cada vez mais distante, em função dos novos desenvolvimentos. A falta de consenso, notória na última reunião dos chefes de diplomacia europeia (Nápoles) pode levar a que o referido Preâmbulo seja suprimido e mesmo à criação em 2009 de uma assembleia constituinte, eleita, que assuma responsabilidades definitivas neste texto constitucional. A Convenção do Cristãos pela Europa (CCE) e os eurodeputados subscritores do “Manifesto de Bruxelas” (www.libertepolitique.com), entre os quais se encontra o português José Ribeiro e Castro, já pediu um encontro para o próximo dia 5 de Dezembro com o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, presidente em exercício da UE. Apesar da campanha de recolhas de assinaturas na Petição Popular Europeia “Deus e a Europa”, que deve aproximar-se do milhão de pessoas, ter como objectivo primeiro exigir “uma referência expressa ao cristianismo no Preâmbulo do futuro Tratado Constitucional europeu”, os últimos desenvolvimentos não são vistos como uma derrota para os cristãos europeus. “Era importante que não se aprovasse a Constituição na base de que quem cala consente. Seria inadmissível deixar passar um texto sem referências ao Cristianismo” explica à Agência ECCLESIA Joaquim Galvão, um dos promotores da Petição no nosso país. “Estamos agora com perto de 60.000 assinaturas, mas acreditamos que o numero de assinaturas individuais e pessoais e agora também a abertura das mesmas assinaturas a movimentos, instituições, grupos e obras irá permitir fazer história em Portugal e na Europa”, acrescenta. Nesse sentido, os promotores pedem a todos “um último e grande fôlego final” até dia 3 de Dezembro. O actual número de assinaturas recolhidas ultrapassa em mais do dobro o número inicialmente previsto.

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