O presidente da CNIR comenta a nota pastoral da CEP e lamenta que “muitos edifícios estejam abandonados” “Congratulamo-nos com este documento” porque “é uma maneira de reconhecer a presença dos religiosos na vida da nossa Igreja” – disse à Agência ECCLESIA o Pe. Manuel António dos Santos, presidente da Conferência Nacional dos Superiores Maiores dos Institutos Religiosos (CNIR), sobre a Nota Pastoral «As Ordens e as Congregações Religiosas em Portugal». Este documento da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) a propósito dos 50 anos da CNIR e da FNIRF realça que a “crise em relação a novas vocações” é uma realidade. Um tema “que nos preocupa” – salienta o Pe. Manuel António – mas a aposta passa “pela optimização dos recursos que temos” e pela apresentação da “nossa realidade de religiosos”. Uma realidade que “vale a pena apostar” – disse. O mundo ocidental vive uma crise vocacional mas também “é verdade que noutros lugares do mundo, onde não havia um esclarecimento vocacional, neste momento há um florescimento vocacional muito forte” – adiantou o presidente da CNIR. A espoliação dos bens, casas e obras de arte, que atingiu a Igreja em Portugal nos séculos XIX e XX, e “enriqueceu o Estado de imóveis monumentais e encheu os seus museus de valiosas obras de arte” é também um dos temas citados na Nota Pastoral. “Dados que fazem parte da história” mas “é bom que a sociedade tenha conhecimento disso” – sublinha o Pe. Manuel António. A missão dos religiosos “é servir e não estar a olhar para aquilo que nos tiraram”. E solta um lamento: “temos pena que muitos edifícios estejam abandonados”. Culturalmente foi “um desastre” o que se fez em muitos lugares. E adianta: “temos que olhar é para o futuro”. Os religiosos em Portugal agrupam-se em duas associações – CNIR e FNIRF – mas “estamos a trabalhar em conjunto” para unir esforços “numa única conferência”. Um caminho com passos dados porque já foi “criado o Secretariado Geral para termos as actividades unidas”. Actualmente, as duas associações estão a trabalhar nos Estatutos que “esperamos ver aprovados nos próximos dias”. E aponta metas: “talvez para Maio tenhamos uma única conferência”.
