Reconciliar a Venezuela

Reconciliar a Venezuela Ao recordar a greve geral de 11 de Abril de 2002, que custou a vida de numerosos manifestantes pacíficos e esteve a ponto de derrubar o governo autoritário do Presidente Hugo Chávez, a Conferência Episcopal Venezuelana (CEV) publicou um dramático apelo a acabar com a violência política e trabalhar pela cada vez mais longínqua reconciliação nacional. No documento, os bispos fazem chegar a todo o povo venezuelano “uma palavra que suscite uma reflexão séria e profunda diante da grave crise que existe actualmente em nosso país e que se radicaliza cada dia mais”. Segundo o comunicado, “nas mortes absurdas do 11 de Abril” fez-se palpável “a violação dos direitos à vida, à segurança civil e aos bens”. Desde então, “a luta em torno à legitimidade e institucionalidade do governo feriu o Estado de direito e a convivência política. A polarização paralisou o país, afundando-nos e numa crescente pobreza e num aumento da divisão e da violência sociais”, diz o documento. Por isso, afirmam os bispos que “comemorar o 11 de Abril é tomar consciência de que o único perdedor foi o povo venezuelano: conflitividade, intolerância, mortes e desestabilização institucional geraram maior pobreza e abriram uma perigosa brecha no tecido humano, ético e cultural, da nossa nação”. O comunicado da CEV termina com um pedido especial “pela paz do mundo, pela paz na Venezuela, pelo império da verdade e da justiça nas responsabilidades e culpas nos crimes e ilegalidades, pela restauração do respeito e solidariedade entre todos os venezuelanos.”

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