Reabre biblioteca dos Jesuítas na China Antigos manuscritos e livros raros recolhidos numa preciosa biblioteca criada pelos Padres Jesuítas há mais de um século estarão novamente disponíveis para o público após dez anos. Trata-se da Biblioteca Uuijahui de Xangai, que reabrirá suas portas ao público no próximo mês de Maio, depois de uma reforma dos seus estabelecimentos, reorganização e catalogação do património literário, informa a agência Fides. Trata-se da mais antiga biblioteca privada da história da China moderna. Criada entre os anos 1839 e 1842, durante a guerra do Ópio – quando as potências ocidentais reforçaram a sua presença na China – foi construída pelos Padres Jesuítas franceses, com uma colecção de textos, manuscritos e livros antigos em língua chinesa e em outras línguas, totalizando cerca de 560 mil documentos, dos quais aproximadamente 2.000 remontam ao período entre os séculos XVI e XIX. A biblioteca foi instituída com o objectivo de servir às pesquisas académicas e a fim de compreender melhor a sociedade chinesa. Entre os materiais presentes está uma colecção única no mundo, das “Ave-Marias” em numerosas línguas, escritas pelo jesuíta Padre Aloysius Pfister, bibliotecário até 1891. Outro documento, de particular raridade, é um mapa que mostra as rotas e os percursos que os missionários católicos seguiam na China os pontos de missão que estabeleceram entre 1840 e 1920 na Província de Jiangsu, ao Norte e a Oeste de Xangai existe um manuscrito de 1330 sobre a história da província de Jiangsu. São numerosos os livros sobre a cristandade, constando também de uma tradução em Latim das Máximas de Confúcio realizada no século XVII, pelos padres jesuítas Prospero Intorcetta e Ignácio da Costa. A Biblioteca de Xangai é a maior biblioteca pública chinesa, estando também entre as dez maiores do mundo. Em 83 mil metros quadrados de superfície, contém 48,5 milhões de volumes.
