D. Fernando Paiva destina Renúncia Quaresmal às necessidades da diocese e para a população do Haiti, que «vive numa situação de grande carência»
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Beja, 27 fev 2025 (Ecclesia) – O bispo de Beja convida os diocesanos a “aproveitar o tempo da Quaresma para dar o contributo pessoal” aos outros, nomeadamente anciãos e migrantes, pessoas em “situação de maior fragilidade”, e a participar na Caminhada pela Vida 2025.
“Hoje, assiste-se a um aumento do número dos anciãos e a assistência a estes nossos irmãos, sobretudo quando passam por momentos difíceis, não pode ser negligenciada; devem ser incrementados os apoios económicos e as iniciativas legislativas que permitam a estes nossos irmãos mais frágeis não ser excluídos, mas integrados e apoiados”, escreve D. Fernando Paiva, na mensagem de Quaresma divulgada online.
O bispo de Beja lembra também os migrantes que, no território da diocese, “dado o seu número e as condições precárias em que tantos vivem merecem e precisam da atenção, cuidado”, e também de um melhor enquadramento e apoio, “por parte das autoridades públicas”, nas várias dimensões deste tema tão atual.
“Desejo expressar o meu apreço a todos os que se comprometem para ir ao encontro de todos os nossos irmãos que estão em situação de maior fragilidade, todos os que os acompanham e cuidam. Cuidar dos mais frágeis é, e sempre será, uma missão nobre.”
D. Fernando Paiva estimula todas as pessoas de boa vontade “a aproveitar” a Quaresma 2025 para dar o seu contributo pessoal “a estas causas, nomeadamente através do voluntariado e da partilha com os mais necessitados”.
Neste contexto, afirma que “todas estas causas e muitas outras” se inscrevem no grande tema da defesa e promoção de vida humana, “que é sempre um dom precioso de Deus”, “desde a conceção até à morte natural”, e incentiva à participação na Caminhada pela Vida 2025, no dia 29 de março.
“A participação neste evento é uma forma de expressar publicamente o nosso compromisso por esta causa, que a seu modo integra, também, todas as formas de cuidar todos os que estão em situação de maior fragilidade”, acrescentou.
A Igreja Católica vai celebrar o tempo litúrgico da Quaresma, que começa com a celebração de Cinzas, este ano no dia 5 de março; um período de 40 dias (a contagem exclui os domingos) marcado por apelos ao jejum, partilha e penitência, de preparação para a Páscoa, a principal festa do calendário cristão (em 2025, no dia 20 de abril).
“É um tempo propício para nos deixarmos iluminar pela Palavra de Deus, permitindo que ela forme a nossa consciência e nos conduza a uma vivência mais autêntica e coerente da fé que celebramos e professamos”, assinala D. Fernando Paiva.
“Catecúmenos, crianças e jovens, famílias e consagrados, doentes e reclusos, “e de uma forma especial idosos e migrantes”, estão todos na mensagem do bispo de Beja para a Quaresma, com que partilha “uma palavra de muita proximidade, na oração e na solicitude”.
D. Fernando Paiva informa que, na linha da solidariedade decidiu que a Renúncia Quaresmal diocesana vai ser dividida, em partes iguais, “para as necessidades da diocese e para socorrer necessidades no exterior”, que vai ser canalizada, “através da Conferência Episcopal do Haiti, para o socorro aos mais necessitados deste pais”, onde a população “vive numa situação de grande carência”.
Em 2024, a Diocese de Beja angariou 19.760,62 euros na sua Renúncia Quaresmal, que destinou “em partes iguais, às obras na casa episcopal e aos cristãos da Faixa de Gaza”.
CB/OC