Qual o futuro dos vicentinos?

Para celebrar os 170 anos do nascimento da Sociedade de S. Vicente de Paulo (SSVP), o Conselho Central de Aveiro da SSVP realizou um seminário, dia 20 de Setembro, sobre “após 170 anos, qual o futuro da Sociedade de S. Vicente de Paulo?”. Um amanhã, que segundo as palavras de Armando Rocha, responsável pelos vicentinos daquela diocese, “não será negro” porque “há perspectivas do movimento continuar a crescer”. Enquanto existirem “formas de pobreza, não faz sentido o movimento desaparecer” mas o “nosso sonho era que amanhã ele acabasse” era sinónimo que a pobreza “estava eliminada” – referiu Armando Rocha. Duas realidades em constante mutação. O movimento “cresce” porque “a pobreza aumenta”. Ao todo, os cerca de 400 vicentinos da diocese de Aveiro estão espalhados “por trinta conferências” e apoiam “850 famílias”. Uma ajuda que passa pela visita domiciliária, “através de um auxílio imediato: alimentação, habitação e compras de medicamentos” – sublinhou. Para além deste tipo de apoio, os vicentinos também “reencaminham as pessoas para determinadas instituições”. Ao nível dos desafios colocados aos vicentinos de hoje, Armando Rocha adianta que estes ainda são os mesmos desde a fundação da SSVP por Frederico Ozanam. A dimensão das necessidades “poderá ser diferente” mas “a fome continua a existir”. E avança: “mas a solidão das pessoas é a maior pobreza neste momento”.

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