Como em qualquer situação, nas celebrações litúrgicas “a prioridade é a assistência à pessoa que precisa de ajuda”, afirma o cardeal D. Américo Aguiar, capelão nacional da Liga dos Bombeiros Portugueses, que participou no curso

Sintra, 1 fev 2026 (Ecclesia) – A Escola Nacional de Bombeiros realizou o primeiro curso «Cidadãos resilientes» que, por “feliz coincidência”, contou com um grupo de padres, que aprenderam a reagir “sem pânico” em situações de emergência e práticas de suporte básico de vida.
O presidente da Escola Nacional de Bombeiros (ENB), recorda que foi abordado pelo cardeal D. Américo Aguiar, capelão nacional da da Liga dos Bombeiros Portugueses, que procurava uma solução para promover formações, nomeadamente no âmbito da Igreja Católica, que ajudassem os líderes das comunidades a prevenir e a agir em situações de emergência.
“Temos a solução já completamente desenhada e construída e íamos arrancar com ela agora. Não há nada melhor do que começar, então, com padres”, disse na ocasião Ilídio Lopes.
Para o presidente da Escola Nacional de Bombeiros, é relevante que cada padre, como todos os cidadãos, receba “as informações, o conhecimento e a sensibilização para que tome nota e registe que ele é parte fundamental do processo de um qualquer acidente ou uma catástrofe.
“Ele é o primeiro agente de proteção civil, é o primeiro que lá está, é o primeiro que pode ajudar a si próprio e à sua família ou àqueles que o rodeiam”, afirmou Ilídio Lopes, recordando que o padre está naturalmente em contacto com “todos os paroquianos ou as pessoas que estão na esfera da relação das paróquias”.
O presidente da Escola Nacional de Bombeiros lembrou que a calma, o “oposto do pânico, só acontece “se há conhecimento”, referindo que quando mais conhecimento houver a realção a uma situação de emergência acontece com “mais calma”.
“Calma sim, serenidade e, no fundo, a ação, porque nós sabemos que muitos irão congelar, sabemos que muitos irão ser heróis e vão até arriscar um pouco mais, mas o que nos importa é o cidadão que sabe o que tem de fazer e faz”, afirmou Ilídio Lopes.
O cardeal Américo Aguiar, que recebeu o diploma do curso “Cidadãos Resilientes” com os 18 padres participantes e um diácono, considera que os sacerdotes que participaram saem capacitados para estar atentos e agir “numa primeira fase antes da chegada de um socorro profissional”.
“Quando todos nós, cidadãos, somos capazes de fazer um primeiro socorro, uma primeira ação de desobstrução de vias, significa que os bombeiros e os profissionais de socorro podem estar disponíveis para coisas mais graves. Ora, nós temos que nos preparar para isso”, afirmou D. Américo Aguiar, evocando as consequências da catástrofe que se abateu sobre diferentes regiões do país.

Questionado sobre a prioridade a dar ao socorro numa emergência durante qualquer um evento que esteja a ser liderado por um membro do clero, nomeadamente celebrações litúrgicas, o bispo de Setúbal lembrou relatos recentes de “situações muito diferentes”, nomeadamente a interrupção da celebração para dar “assistência à pessoa e tudo correu bem” e outra circunstâncias em que a “celebração não foi interrompida”.
“Temos de ter consciência que, numa situação de emergência, a prioridade é assistência à pessoa que precisa de ajuda, e também sabermos gerir os os pânicos, os nervos”, sublinhou.
Após a formação a um grupo de padres, o curso “Cidadãos Resilientes” está aberto a outros grupos de sacerdotes das várias dioceses, que já manifestaram intenção de participar, é dirigido também às diferentes classes, profissionais para “espalhar na comunidade cada vez mais esta sensibilidade de que todos souberem fazer o mínimo, em caso de calamidade ou de catástrofe, o resultado final pode ser mais positivo”, afirmou o capelão da Liuga Nacional dos Bombeiros Portugueses.
PR







