Presidenciais: Escolha é «decisiva» para sociedade que se quer construir, afirma D. Alexandre Palma

“Não podemos apenas pedir a responsabilidade das lideranças; temos também de pedir a responsabilidade, no sentido crítico, dos cidadãos, responsabilidade de todos”, disse o bispo auxiliar de Lisboa

Foto Educris/Pedro Luz

Lisboa, 18 jan 2026 (Ecclesia) – D. Alexandre Palma disse hoje que a escolha para o futuro Presidente da República é “decisiva” para a “sociedade” que se quer construir e pediu “responsabilidade” e “sentido crítico” a “candidatos e cidadãos”.

“Temos que nos empenhar pela responsabilidade a todos os níveis. Seguramente daqueles que se colocam à votação, mas também de todos os cidadãos. Não podemos apenas pedir a responsabilidade das lideranças; temos também de pedir a responsabilidade, no sentido crítico, dos cidadãos, responsabilidade de todos, a começar por nós, também, na Igreja, na construção da coisa pública”, afirmou o bispo auxiliar de Lisboa em declarações à Agência ECCLESIA.

As eleições presidenciais 2026 decorrem hoje e, de acordo com a Comissão Nacional de Eleições, apesar do boletim de voto apresentar 14 candidatos, as candidaturas “definitivamente admitidas” às eleições, de acordo com a ordem do boletim, são: André Pestana da Silva, Eduardo Jorge Costa Pinto, Manuel João Gonçalves Rodrigues Vieira, Catarina Soares Martins, João Fernando Cotrim de Figueiredo, Humberto Raimundo Joaquim Correia, António José Martins Seguro, Luís Manuel Gonçalves Marques Mendes, André Claro Amaral Ventura, António Filipe Gaião Rodrigues e Henrique Eduardo Passaláqua de Gouveia e Melo.

Foto: Lusa

O bispo auxiliar de Lisboa sublinhou as eleições como uma forma “importante de participação”, de “corresponsabilidade, empenho e atenção de todos” para construir “o Reino de Deus na cidade dos homens”.

“Como Igreja, nós sabemos que participamos também na construção da coisa pública, da república, e portanto que somos também desafiados, convidados a construí-la a partir do Evangelho, dos seus valores, da sua inspiração, porque a nossa missão também é sempre construir o Reino de Deus no meio da cidade dos homens”, indicou.

D. Alexandre Palma afirmou o “dever e o direito de os cidadãos” de participarem em “atos decisivos” e em “escolhas marcantes” para a “sociedade a construir”.

O mandato do presidente da República eleito estende-se por cinco anos.

LS

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