Padre Lino Maia espera que futuro presidente se lembre do setor no próximo mandato

Lisboa, 16 jan 2025 (Ecclesia) – O presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade Social (CNIS) lamentou, esta quinta-feira, a falta de presença da proteção social nas campanhas dos candidatos a presidente da República.
“Eu vi-os na campanha eleitoral ou estou a ver um bocado alheados desta questão. E eu penso que é uma questão muito importante, a proteção social. É muito importante, eu acho que é primária, é principal, mas pronto, vejo-os alheados”, afirmou o padre Lino Maia, em declarações à Agência ECCLESIA.

Apesar de saber que nas campanhas eleitorais nem sempre são abordadas as questões mais importantes, o responsável espera que o próximo chefe de Estado tenha em atenção o setor social.
“Se não estiver alertado para esta questão, nós encargar-nos-emos de o alertar atempadamente”, assinalou o sacerdote, à margem da apresentação do quinto estudo da série “Importância Económica e Social das IPSS em Portugal”, da CNIS, que decorreu esta quinta-feira, na Assembleia da República (Lisboa).
Após a possibilidade de voto antecipado, a 11 de janeiro, as eleições presidenciais realizam-se este domingo, às quais concorrem 11 candidatos, que encerram hoje a campanha eleitoral iniciada a 4 de janeiro.
De acordo com a Comissão Nacional de Eleições, apesar de o boletim de voto apresentar 14 candidatos, as candidaturas “definitivamente admitidas” às eleições presidenciais 2026 são 11.
Segundo a ordem do boletim, são as seguintes: André Pestana da Silva, Eduardo Jorge Costa Pinto, Manuel João Gonçalves Rodrigues Vieira, Catarina Soares Martins, João Fernando Cotrim de Figueiredo, Humberto Raimundo Joaquim Correia, António José Martins Seguro, Luís Manuel Gonçalves Marques Mendes, André Claro Amaral Ventura, António Filipe Gaião Rodrigues e Henrique Eduardo Passaláqua de Gouveia e Melo.
A Conferência Episcopal Portuguesa pediu a “participação consciente, informada e responsável de todos os cidadãos na vida democrática do país”.
“Exercer o direito de voto é uma expressão concreta do serviço ao bem comum, de corresponsabilidade na construção da sociedade e um sinal de respeito pela democracia, mesmo quando existem discordâncias em relação às opções apresentadas”, escreveu o organismo, após a reunião do Conselho Permanente, em Fátima, esta terça-feira.
LJ
