Presidenciais 2026: «Apelo para que nós resistamos contra a tentação de pensar que está tudo decidido», afirma D. Rui Valério

Patriarca de Lisboa pede a mobilização de todos e defende que ir votar é uma forma de «salvaguardar os valores estruturantes» da «sociedade ocidental»

Lisboa, 06 fev 2026 (Ecclesia) – O patriarca de Lisboa apelou hoje ao voto na 2ªvolta das Eleições Presidenciais 2026, no próximo domingo, assinalando a importância deste ato e apelando a rejeitar a ideia de que “está tudo decidido”.

“Quando nós votamos, logo ali falamos da possibilidade e da capacidade de decidir, em segundo lugar nós estamos a falar da liberdade e em terceiro lugar estamos a falar da participação.Por isso, eu apelo para que nós resistamos contra a tentação de pensar que está tudo decidido, que está tudo feito”, afirmou D. Rui Valério, em declarações à Agência ECCLESIA e Renascença.

À margem da sessão solene do Dia Nacional da Universidade Católica Portuguesa, que decorreu esta tarde, no Auditório Cardeal Medeiros, nesta instituição em Lisboa, o patriarca de Lisboa, destacou a necessidade da envolvência de todos e referiu-se também às situações de algumas regiões que, por conta das tempestades dos últimos dias, adiaram as eleições.

Nós temos que nos mobilizar respeitando obviamente os municípios e as freguesias onde tal não poderá ser possível por razões de força maior, de carácter atmosférico, de carácter ambiental e também de carácter das condições logísticas que são apresentadas, mas é um direito e é uma obrigação votar em honra aos valores estruturantes da sociedade ocidental”, indicou.

Para o patriarca de Lisboa, votar “é um direito e é uma obrigação votar em honra aos valores estruturantes da sociedade ocidental”.

Questionado sobre se está preocupado com o aumento do risco da abstenção, D. Rui Valério observou que, na Europa, no Ocidente, por diversas razões, “houve como que um alheamento da parte dos cidadãos relativamente àquilo que é uma decisão que compete a todos”.

“Decidir eu sei que custa, mas nós não estamos cá para viver assentes no comodismo, nós estamos cá para viver assentes na participação, porque só na participação é possível afirmar a liberdade”, sublinhou.

Além disso, o patriarca enfatiza que o voto é a possibilidade de cada cidadão “decidir a sociedade” que quer, bem como o projeto e programa que melhor realizam os valores que lhe estão no coração.

D. Rui Valério evocou também o exercício do voto como uma forma de homenagem “a todos aqueles heróis que no passado lutaram” para que hoje Portugal pudesse desfrutar desta “oportunidade”, “de decidir” quem no seu entender apresenta “os melhores argumentos” para aplicar os próprios “valores traduzidos em formas de sociedade”.

Ir a votar é uma forma de nós estarmos a salvaguardar os valores estruturantes da nossa sociedade ocidental”, vincou.

Às eleições presidenciais de 18 de janeiro concorreram 11 candidatos, mas nenhum deles conseguiu mais do que metade dos votos, pelo que foi preciso repetir a votação, que decorre este domingo, com os dois mais votados: António José Seguro e André Ventura.

LJ/PR

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