A afluência de pessoas aos locais de exposição das relíquias de Santa Teresa do Menino Jesus, em Braga, «excedeu todas as expectativas» e obriga a reflectir sobre a religiosidade popular. Numa carta ontem à tarde entregue no Diário do Minho, os Padres Carmelitas agradecem o apoio que prestado no acolhimento das relíquias, destacam o modo como elas foram recebidas na Cadeia de Braga e afirmam que esta visita «tem de ser motivo de reflexão [sobre] a religiosidade popular». «Nalgumas ocasiões pretende purificar-se esta religiosidade e há o perigo de ficar sem nada ou com aquilo que nós julgamos ser uma religiosidade autêntica. Pensamos — diz-se também na carta — que toda a religiosidade é autêntica embora as suas manifestações nem sempre convençam». A arca-relicário de Santa Teresa do Menino Jesus chegou sexta-feira à tarde à Sé de Braga, vinda da igreja matriz de Ponte de Lima. No sábado e domingo esteve na igreja do Carmo e no convento das Irmãs Carmelitas, no Bom Jesus, e também no Estabelecimento Prisional de Braga. «A despedida da igreja do Carmo [no domingo] teve de ser antecipada 20 minutos porque a programação a nível nacional não previu que o Marão estava com neve e as relíquias tinham de chegar a Vila Real às cinco horas da tarde», informam os Padres Carmelitas de Braga. «Houve pessoas que manifestaram a sua tristeza por não assistir à despedida, mas o motivo foi esse. A despedida excedeu todas as expectativas com uma participação nunca imaginada », explicam. «As relíquias de Santa Teresinha despediram- -se de nós, mas Santa Teresinha ficou no coração de muitos bracarenses », dizem também os Padres Carmelitas na carta escrita «no rescaldo » da despedida de Braga das relíquias da santa proclamada Padroeira das Missões.
