Presença da Igreja na Comunicação Social vai ser repensada

Desafio da Comissão Episcopal das Comunicações Sociais A presença da Igreja Católica na Comunicação Social em Portugal tem de ser repensada. O desafio foi lançado hoje em Fátima por D. João Alves, presidente da comissão episcopal da Conferência Episcopal Portuguesa para esta área. Falando no final das Jornadas de Comunicação Social que a comissão organizou, o prelado lembrou que as soluções encontradas pela Igreja, há dezenas de anos, não podem permanecer estagnadas. “Hoje, estas soluções têm de ser repensadas. Não falo em acabar com o que existe, mas em ter uma perspectiva, procurar, estar aberto a todo um conjunto de novas realidades”, disse. O Bispo emérito de Coimbra fora particularmente crítico na abertura das Jornadas, ao considerar que em muitos Meios de Comunicação Social da Igreja “está debilitada a correcta informação acerca do desenrolar da vida do mundo”. Nas intervenções que inauguraram e encerraram esta iniciativa de debate e reflexão, D. João Alves mostrou-se muito preocupado em lembrar a todos os profissionais da Comunicação Social “que comungam da missão da Igreja” a necessidade de estarem atentos à realidade dos nossos dias e a todos os aspectos da vida eclesial. “Os jornais têm de se abrir a colaborações e parcerias, reflectir e partilhar essa reflexão”, alertou., acrescentando que “a solução hoje encontrada não tem garantias de continuidade”. Estas novas formas de colaboração deverão aproveitar a presença que a Igreja já tem na Comunicação Social, desde a ECCLESIA – agência informativa, boletim e programa televisivo -, à RR, passando pelos outros programas televisivos (70×7, O Oitavo Dia) e os jornais/rádios regionais em todo o país. “Há que, com coragem, utilizar a experiência feita, com os seus limites e aspectos positivos, para que caminhe rumo a novos patamares, com mais qualidade e mais respostas para o mundo de hoje”, realçou. D. João Alves disse aos presentes que a causa da Comunicação Social no trabalho pastoral da Igreja “não está ainda efectivamente ganha”, pedindo “persistência e criatividade” para a valorizar. Semanário de actualidade religiosa em cima da mesa Nestas Jornadas foi novamente abordada a vontade já manifestada pela CEP em avançar com novos projectos para um semanário de actualidade religiosa de carácter nacional. A Agência Ecclesia procurará, num primeiro momento, a angariação de novas assinaturas para o seu Boletim semanal, actualmente na ordem de um milhar – 40% das quais em Lisboa. Nas paroquias de todo o país irá promover-se esta publicação, procurando um número médio de 3 assinaturas por paroquia, de forma a assegurar a viabilidade financeira do novo projecto. O tema já fora apresentado pela Comissão episcopal para as Comunicações Sociais na Assembleia Plenária de primavera da CEP. O comunicado final do encontro refere que foi apresentada “uma proposta de redimensionar o Boletim da Agência Ecclesia e de intensificar a sua divulgação nas Dioceses” e fala da importância do semanário como “meio de divulgação da vida e do pensamento da Igreja”. A hipótese de esta publicação se afirmar como um órgão oficioso da Igreja Católica em Portugal já foi explicada por D. Manuel Clemente, um dos membros da comissão episcopal para as Comunicações Sociais, pelo facto de a Agência Ecclesia não se poder limitar “a dar as notícias em bruto”, mas também oferecer uma reflexão sobre as mesmas. Notícias relacionadas • Jornais católicos avançam para projectos empresariais

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