Preocupação de João Paulo II com o futuro das famílias

João Paulo II está preocupado com o que chamou de “inverno demográfico”. O Papa apelou aos governantes e legisladores de todo o mundo para que se envolvam plenamente em medidas a favor da família para travar a progressiva diminuição das taxas de natalidade, que se regista sobretudo na Europa, Recebendo em audiência os membros das Comissões Episcopais Europeias para a Defesa da Família, reunidos no Vaticano de 11 a 14 de Junho, João Paulo II destacou o valor do testemunho que dão as famílias cristãs em meio à actual crise europeia. “Quando se perde a dimensão humana na vida familiar chega-se a colocar em dúvida a raiz antropológica da família como comunhão de pessoas” e aparecem “alternativas falazes que não reconhecem a família como um bem precioso e necessário para o tecido social”, advertiu. Apesar de “na Europa de nossos dias o instituto familiar sofrer uma preocupante fragilidade”, o Papa destacou que “tantas famílias cristãs oferecem um reconfortante testemunho eclesial e social: vivem esta doação recíproca no amor conjugal e familiar de modo admirável, superando dificuldades e adversidades. Precisamente desta doação total deriva a felicidade do casal, quando mantém-se fiel ao amor conjugal até a morte e abre-se com confiança ao dom da vida”. João Paulo II criticou as sociedades europeias, onde se “difundem mentalidades favoráveis ao divórcio, à anticoncepção e ao aborto, negando de facto o autêntico sentimento do amor e atentando definitivamente contra a vida humana, não reconhecendo o pleno direito à vida do ser humano”. Logo no primeiro dia deste encontro o Cardeal Alfonso López Trujillo, presidente do Pontifício Conselho para a Família, assinalou que “o continente europeu está em situação crítica, porque há muito tempo a secularização influiu de maneira negativa sobre a família, que já por si é muito frágil devido a problemas internos e externos”.

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