Portugal: Presidente da República condecora Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade Social com a Ordem do Mérito

Distinção foi entregue ao padre Lino Maia, que entende que o reconhecimento é «importante» e «merecido» por todos os que integram a organização e se dedicam aos outros

Foto: Agência ECCLESIA/LJ

Lisboa, 15 jan 2026 (Ecclesia) – O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, condecorou na terça-feira, no Palácio de Belém, em Lisboa, a Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade Social (CNIS) com a Ordem do Mérito.

“A CNIS merece”, afirmou hoje o presidente da CNIS, padre Lino Maia, em declarações à Agência ECCLESIA, salientando que a organização “contribuiu em muito” para “o não esmorecer”, isto é, “para haver cada vez mais pessoas empenhadas no bem dos outros”.

Apesar de não estar à espera, o responsável destaca que a condecoração “é importante”, realçando a “muita dedicação, muito esforço” e “muita entrega” da CNIS.

Este reconhecimento, eu penso que é merecido, não por mim, mas pela CNIS, por toda esta gente que se dedica aos outros, e vem em boa hora, portanto, no 45º aniversário da CNIS”, declarou.

Foto: União das Misericórdias Portuguesas

De acordo com o site da Presidência da República, a “Ordem do Mérito destina-se a galardoar atos ou serviços meritórios praticados no exercício de quaisquer funções, públicas ou privadas, que revelem abnegação em favor da coletividade”.

Além da CNIS, que recebeu a distinção pelas mãos do padre Lino Maia, na mesma ocasião, a União das Misericórdias Portuguesas (UMP) foi homenageada com o grau de Membro Honorário da Ordem do Infante D. Henrique, no âmbito do 50ºaniversário.

“Esta é a segunda vez que a UMP é distinguida por um presidente da República. Em 2011, Aníbal Cavaco Silva atribuiu à União a condecoração de Membro-Honorário da Ordem do Mérito”, informa o site da UMP.

Foto: Agência ECCLESIA/JPG

A Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade Social celebra hoje 45 anos, que foram assinalados com a apresentação do quinto estudo da série “Importância Económica e Social das IPSS em Portugal”, na Sala do Senado da Assembleia da República.

É bom, agradável e enobrecedor o facto de celebrarmos na sede da democracia o 45º aniversário da CNIS”, assinalou o padre Lino Maia, na sessão de abertura.

O responsável sublinhou que atualmente, em 2026, as “5,647 Instituições de Solidariedade Social “são e continuarão a ser um pilar fundamental da rede de apoio social em Portugal”, agrupadas em entidades como a Cooperativa Portuguesa, a União das Misericórdias, a União das Mutualidades e a “muito expressiva Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade – CNIS”.

“Há uma ideia instalada na sociedade portuguesa de que as Instituições Particulares de Seguridade Social, IPSS, são aquilo que afinal podem não ser. É frequente ouvir-se dizer que são departamentos do Estado ou ainda que são coisa da Igreja Católica. Ora, ambos os rótulos colados ao setor social solidário podem ser redutores”, alertou.

Em declarações à Agência ECCLESIA, o padre Lino Maia disse olhar com “muita gratidão” para a história da CNIS, referindo que ao longo destas mais de quatro décadas “muitas pessoas, por todas as aldeias”, “vilas, cidades, abraçaram a causa do bem comum”.

“Estou absolutamente convencido que isto já é uma, eu já considero uma cultura judaico-cristã esta de fazer da sorte do outro a própria sorte, de querer que o vizinho esteja bem e, portanto, então abrir a porta para abraçar o vizinho”, mencionou.

O presidente da CNIS olha com “muita esperança para o futuro, apesar das muitas dificuldades que as instituições têm”, apontando a “sustentabilidade” como uma delas.

No entanto, valoriza, “os dirigentes não recuam, fazem milagres, exatamente para que os mais carenciados, os mais pobres tenham melhor sorte, sejam incluídos, tenham um melhor futuro”.

LJ

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