Portalegre-Castelo Branco: Conselho Presbiteral aponta criação de Conselhos Pastorais Paroquiais ou inter-paroquiais como prioridade do plano pastoral

Comunicado final da reunião ordinária assinala ainda «a necessidade de enriquecer a presença da Diocese nas redes sociais e nos meios de Comunicação Social»

Foto: Comissão de Gestão do Património Religioso – Diocese de Portalegre-Castelo Branco

Portalegre, 11 fev 2026 (Ecclesia) – O Conselho Presbiteral Diocesano de Portalegre-Castelo Branco reuniu-se, esta terça-feira, e apontou como prioridade do plano pastoral em vigor “Caminhar Juntos na Esperança” a criação de Conselhos Pastorais Paroquiais ou inter-paroquiais no território diocesano.

“O conselho crê ser possível alcançar esse objetivo ainda durante este ano pastoral”, pode ler-se no comunicado final da reunião ordinária, que decorreu em Portalegre.

Na informação enviada hoje à Agência ECCLESIA, o relator dá conta que os tempos que são dados hoje a viver não “carecem de novas estruturas de participação”, uma vez que elas existem, mas necessitam “de nova e mais evidente relação entre essas e as dinâmicas de decisão”.

“Escutado o Espírito Santo, a decisão não decorre do discernimento, como se de dois momentos distintos se tratassem, ela é a conclusão do discernimento. Será com toda a certeza possível fazer com que haja mais espaços de discernimento, ainda mais frequente e mais ágil”, indica.

Atento à realidade da diocese onde, em linha com a realidade demográfica, abundam as comunidades pouco numerosas e dispersas, o Conselho Presbiteral “lê, nos sinais dos tempos, a urgência de discernir e motivar as mudanças necessárias em ordem a estruturas que sirvam o Povo de Deus”.

“As mudanças urgem a todos os níveis e dimensões da comunidade e paróquias, à diocese e seus serviços. O que temos e somos tem de ser posto ao serviço da missão e não pode ser peso morto que tolha os movimentos que se impõem em ordem a uma Igreja de estilo sinodal em que todos se saibam capazes de falar e obrigados a ouvir”, reconhece.

O Conselho Presbiteral realça que “é tempo de pôr no centro o Povo de Deus, sacramento da Salvação, e dar ao ministério ordenado o lugar que lhe cabe, o do serviço”, acrescentando que “o sacerdócio ordenado está ao serviço do Sacerdócio Comum dos Fiéis”.

“Cada batizado, não por delegação, mas por razão do seu batismo, é agente de Pastoral e agente da mudança, sem pressas e sem demoras, com prazos razoáveis e consensualizados, com a paciência dos processos, mas passos concretos”, escreveu.

O comunicado salienta que, “para os ministros ordenados, mais do que fazer, é tempo de visitar, ouvir, animar e capacitar as comunidades para a vivência da Fé”.

O relator informa também que “o conselho percebe e acalenta a vontade do bispo Diocesano de reunir a si uma equipa de trabalho diversa o bastante, mas ágil, que participe no governo ordinário da Diocese e dispõe-se a ajudá-lo no discernimento em ordem à sua composição”.

Sobre a gestão do património, o Conselho Presbiteral Diocesano considera que importa reconhecer que esta “é uma área de saber cada vez mais complexa e, a essa luz, é preciso repensar a gestão dos recursos materiais e patrimoniais de que a diocese dispõe, tendo sempre em vista a missão”.

“O conselho alegra-se com a boa gestão dada pela direção do Instituto Diocesano do Clero. As mudanças necessárias nos estatutos prepará-lo-ão para lidar com os desafios que a vidas e as necessidades do clero em situação de doença, e outros momentos de fragilidades, levantam”, menciona.

A nota faz ainda alusão à comunicação como “coração da Vida da Igreja”, sendo sentida a “necessidade de enriquecer a presença da Diocese nas redes sociais” e nos meios de Comunicação Social”.

No final do comunicado, o relator explica que o Conselho Presbiteral “vê no ano jubilar franciscano, que já começou e durará até 10 de janeiro de 2027, uma oportunidade espiritual e cultural”.

“A mensagem revelada aos pastorinhos de Fátima continua a calar fundo na Diocese e no Presbitério, por isso, a peregrinação Diocesana a Fátima, no próximo dia 31 de maio, é vista como oportunidade de festa, encontro, formação e oração”, conclui.

LJ

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