A tiragem da recolha das poesias de João Paulo II, intitulada “Tríptico Romano”, ultrapassou o milhão de exemplares em todo o mundo, de acordo com a editora da obra, a Libreria Vaticana. A edição polaca deste verdadeiro best-seller ultrapassou mesmo os 600.000 exemplares, adiantou o Pe. Ciro Benedettini, director-adjunto da Sala de Imprensa da Santa Sé. A obra já foi publicada em 20 línguas diferentes. O “boom” das poesias do Papa, publicadas apenas há um ano, não parece destinado a parar, dado que já foram anunciadas edições noutras línguas, entre elas o português. Um Estúdio polaco está actualmente a realizar um filme de animação com base nas meditações poéticas de João Paulo II. TRÍPTICO ROMANO É um livro inédito na vida do Papa João Paulo II. Teólogo e filósofo, Karol Woytila é também escritor e poeta. Na Polónia, publicou muitos livros e encontrou inspiração para outros tantos versos. No seu pontificado, terá dito que não tencionava escrever poesia. E assim aconteceu até ao verão do ano passado. Joaquín Navarro-Valls garantiu que os versos agora publicados foram escritos há “poucos meses”. A redacção dos poemas data-se, concretamente, do período entre a viagem apostólica que João Paulo II efectuou à Polónia, em Agosto de 2002, e o Natal desse ano. Escrito em polaco, o livro “Tríptico Romano – meditações” percorre as questões da vida, da vida do Papa, desde a sua eleição até à sua sucessão. Dividido em três partes, João Paulo II medita, neste livro, sobre a natureza; depois, na segunda parte, sobre o mistério da morte e do além, onde as evocações da Capela Sistina e as pinturas de Miguel Ângelo são constantes; e, na terceira parte, o Papa evoca as “raízes da Fé” a partir da experiência de Abraão. Na poesia de João Paulo II cruzam-se contextos e experiências pessoais vividas em Roma e na Polónia. A filosofia e a teologia sustentam o denso significado que cada verso encerra, sugerindo análises profundas do texto de João Paulo II.
