Petição «Mais Vida, Mais Família» supera melhores expectativas

As assinaturas serão entregues amanhã, dia 2 de Março, pelas 11h00, ao Presidente da Assembleia da República, Mota Amaral O movimento cívico “Mais Vida, Mais Família” (www.peticao-vida.org) apresentou hoje o balanço da iniciativa lançada, a nível nacional, por “leis de apoio à família e contra o aborto livre”, com o objectivo de dar voz a todos os que se opõem à liberalização do aborto. O abaixo-assinado organizado para este efeito ultrapassou as 190 mil assinaturas, resultados, que são tanto mais significativos quanto se sabe que a iniciativa decorreu apenas entre os dias 24 de Janeiro e 27 de Fevereiro. Este não é ainda o número final, visto que muitos contributos continuam a chegar de todo o país. “O sucesso desta iniciativa demonstra que há uma grande parte da população portuguesa que não se revê nas opiniões ultimamente veiculadas erradamente como maioritárias e que estava ansiosa por poder manifestar o seu sentir”, referem os promotores da iniciativa em comunicado oficial. A Plataforma pró-vida assegura que “a campanha de recolha de assinaturas está a ultrapassar em força e dinamismo as nossas melhores expectativas”. “Ao assinar de forma massiva o Manifesto “Mais Vida Mais Família” as portuguesas e os portugueses estão a afirmar, uma vez mais, a sua profunda convicção de que a vida humana deve continuar a merecer, no Código Penal, a protecção, a todo o tempo, da vida intra-uterina, através da definição como crime da sua violação”, asseguram os promotores da iniciativa. O movimento reivindica, por um lado, que o aborto continue a ser considerado um crime previsto no Código Penal, e, por outro, que o Parlamento e o Governo aprovem legislação e medidas concretas de apoio à gravidez, às famílias e de protecção ao embrião. Esta recolha de assinaturas surgiu para contrariar outra petição pedindo a realização de novo referendo sobre o aborto que deu entrada, há cerca de quinze dias, na Assembleia da República. Os promotores do “Mais Vida, Mais Família” não resistiram à tentação de comparar os resultados desta iniciativa popular – “sem qualquer apoio institucional” – “com o número de assinaturas recolhidas pelo maior partido da oposição parlamentar, em colaboração com outros partidos, ao longo de 6 meses e com uma enorme cobertura mediática, meios financeiros e toda uma máquina partidária a trabalhar em uníssono”. As assinaturas serão entregues amanhã, dia 2 de Março, pelas 11h00, ao Presidente da Assembleia da República, Mota Amaral. Da agenda do movimento fazem ainda parte uma Audiência com a Coordenadora Nacional para os Assuntos de Família, Margarida Neto(em representação do Ministro da Segurança Social e do Trabalho), pelas 14h00 e outra com o Grupo Parlamentar do Partido Popular, pelas 16h00. No dia 3 de Março terá lugar uma concentração no Largo da Estrela, Lisboa, às 12h30, que será seguida de uma marcha em silêncio até à Assembleia da República, pelas 13h00.

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