Cristãos europeus querem entregar um milhão de assinaturas pedindo uma referência explícita ao legado Cristão na Constituição Europeia Os católicos portugueses podem agora juntar a sua voz ao número de cristãos europeus que pretende ver reconhecido no texto fundamental da UE a importância do cristianismo como factor de unidade na construção do Velho Continente, através da Petição Popular Europeia “Deus e a Europa”, lançada no dia 8 de Outubro por um grupo de deputados europeus. O objectivo desta Petição é a entrega durante a primeira semana de Dezembro, à presidência italiana da UE, um milhão de assinaturas de europeus que exigem uma referência expressa ao cristianismo no preâmbulo do futuro Tratado europeu. O texto está disponível no site www.libertepolitique.com em português, francês, alemão, espanhol, flamengo, húngaro, letão, maltês, polaco e eslovaco. Joaquim Galvão, um dos promotores da Petição no nosso país, explica à agência ECCLESIA que o número de assinaturas desejado em Portugal é de 20 a 25 mil. “Havia diversas iniciativas mal coordenadas nos vários países e optou-se por concentrar todos os esforços que as pessoas estavam a fazer”, revela. O movimento de intervenção cívica, nascido desta preocupação e “fiel à doutrina Cristã, crentes na sua influência no que se designa por cultura cristã e na mensagem que ela transmite aos homens ao longo dos tempo e continuará a transmitir” encontrou assim um meio privilegiado para manifestar-se contra a ausência de qualquer referência ao Cristianismo no projecto. Numa carta enviada a todos os párocos de Portugal, promove-se a recolha de assinaturas de cidadãos eleitores, até 24 ou 25 de Novembro de 2003, onde estes assumem claramente a exigência de que no futuro Tratado da Europa reunificada “seja inscrita uma referência explícita ao legado Cristão como fonte de valores reconhecidos e partilhados na União Europeia de hoje e de amanhã: respeito da dignidade humana e do direito, solidariedade, liberdade e responsabilidade.” A petição refere ainda a necessidade de “garantia da liberdade de religião, do respeito dos crentes e de não-crentes e do diálogo institucional com as Igrejas.” O texto foi ainda enviado a outras comunidades cristãs e não-cristãs, “uma vez que a questão não é um exclusivo dos católicos”, mas os promotores reconhecem claramente a orientação fundamental da voz de João Paulo II. “As diversas intervenções do Papa alertam para a necessidade da Europa não virar as costas à sua história, ele é o nosso grande ideólogo”, afirma Joaquim Galvão. O processo de redacção da Constituição Europeia está agora nas mãos da Conferência Inter-governamental, iniciada em Roma a 4 de Outubro, e os promotores desta petição mostram-se seguros do impacto que a mesma irá ter nos representantes políticos. “Desde 8 de Outubro já foram recolhidas 350 mil assinaturas, o que significa que o número de 1 milhão é perfeitamente atingível. Estamos convencidos que Portugal irá despertar agora e chegará a tempo para ter um papel à altura”, conclui o nosso entrevistado. As assinaturas recolhidas devem ser enviadas por correio, em nome de Petição Deus e a Europa para: Apartado 50003, 1701-001 Lisboa. Carta aos párocos de Portugal • Petição Deus e a Europa
