Perpetuar o escutismo

Nas comemorações dos 80 anos do Corpo Nacional de Escutas (CNE), dias 17 e 18 de Maio, em Guimarães, D. Jorge Ortiga, arcebispo de Braga, desafiou os jovens escuteiros a “perpetuar o movimento escutista”, enquanto “espelho dos valores do cristianismo, inspirado pelo espírito e presença de Jesus Cristo”. À juventude escutista apelou ainda para que seja sempre “parte integrante da Igreja”. Considerando que a celebração dos oitenta anos do CNE significa olhar o passado e os seus obreiros mais ilustres, agradecendo a todos quantos deram vida à actual realidade, mas sobretudo olhar em frente, D. Jorge Ortiga advertiu que “não basta apenas fazer memória, mas é preciso dar futuro e projectar” o escutismo católico. Tendo como pano de fundo a ideia bíblica da «videira», enquanto fonte de vida e alimento espiritual permanente, o Arcebispo de Braga apelou para que aquele momento de celebração eucarística significasse mais que o final das comemorações da efeméride, mas antes “um encontro com Jesus Cristo, que há dois mil anos chamou os jovens para que vivessem o seu projecto de paz e fraternidade”, solicitando, em permanência, “maior espírito de serviço e entrega à causa da humanidade na Igreja”. O apelo deixado aos jovens escutas incluiu ainda o pedido de que se integrem, cada vez mais, na vida de cada região do CNE de cada diocese, procurando “com outros movimentos e associações ser um único todo”. E adianta: “Que o escutismo não seja uma ilha, mas seja essencialmente uma célula viva, um motor de todos os outros organismos e associações” – concretizou.

Partilhar:
Scroll to Top