Secretariado Nacional dos Bens Culturais da Igreja divulgou números provisórios

Lisboa, 11 fev 2026 (Ecclesia) – O Secretariado Nacional dos Bens Culturais da Igreja (SNBCI) atualizou hoje o número de locais de culto danificados pelas tempestades nas últimas semanas, anunciando que já ascende os 180.
“Foram já identificados cento e oitenta e cinco edifícios, pertencentes aos distritos de Leiria (claramente o mais afetado), Santarém, Coimbra, Lisboa e Castelo Branco, em que ocorreram danos significativos, com graus de gravidade diferenciados”, pode ler-se no comunicado enviado à Agência ECCLESIA.
O organismo indica que “ao longo destes dias foram encetados contactos entre o Património Cultural IP, os bispos e serviços diocesanos para os bens culturais das regiões mais afetadas, cuja ação tem sido fundamental”, e o SNBCI, “na perspetiva de se realizar o levantamento dos locais de culto danificados e diligenciar algumas iniciativas de emergência”.
“Nos primeiros dias este trabalho foi significativamente dificultado em algumas zonas por falta de comunicações”, explicou.
Segundo informa a nota, “a continuidade do vento e da chuva nos últimos dias adensou a precariedade e a degradação do património afetado, sendo que muitos bens móveis foram retirados pelas comunidades para locais seguros e o património integrado, quando possível, foi protegido com plásticos e lonas”.
“Também este recurso foi colocado em muitas das coberturas danificadas. Os edifícios que antes desta calamidade já se encontravam em situação de vulnerabilidade têm agora a situação fortemente agravada”, salienta o organismo.

De acordo com o SNBCI, a “continuidade das condições meteorológicas adversas motivou que também tenham ocorrido danos em património religioso das dioceses de Setúbal, Évora e Beja”.
Desta forma, foram encetados “contactos com os responsáveis diocesanos” e o organismo aguarda que sejam “remetidas informações concretas”, sublinhando que os números que apresenta “são ainda provisórios”.
Como resposta aos danos provocados no património religioso, o SNBCI dá conta que “foi criada uma bolsa de técnicos de conservação e restauro, arquitetos, sineiros, entre outros, que se disponibilizaram para colaborar na recuperação de algum património”.
“Também o Fórum de Conservadores Restauradores se disponibilizou para a organização de ‘Brigadas de Intervenção Rápida para a retirada e acondicionamento do património que se encontre em situação vulnerável”, menciona.
O organismo agradece todos os contactos quer recebeu até agora e, no que respeita à recolha de fundos destinados à recuperação do património, remete todos os que desejarem contribuir para a campanha iniciada pela Fundação AIS (Ajuda à Igreja que Sofre).
“Face à dimensão da catástrofe todos os apoios e contributos são necessários e importantes”, realça.
O SNBCI agradece ainda à ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro, e ao presidente do Conselho Diretivo do Património Cultural IP, João Soalheiro, “pela forma rápida como estabeleceram contacto com os responsáveis das dioceses e como têm acompanhado este processo”.
Na mensagem, o organismo “manifesta a sua solidariedade com todos os que, de alguma forma, foram vítimas da devastação provocada pela tempestade Kristin, bem como das tempestades e inundações que se lhe seguiram”.
“Lamentamos a perda de vidas humanas, a destruição das habitações, das empresas, dos espaços comerciais e explorações agrícolas, bem como de edifícios públicos e infraestruturas essenciais”, refere.
“Estamos em oração com todos os que sofrem com este contexto tão nefasto, mas também com todos os que estão no terreno a reconstruir e a diligenciar para que se recupere a normalidade possível”, conclui.
O SNBCI é um órgão executivo da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais da Igreja e Comunicações Sociais, que integra, entre as suas competências, o estudo, coordenação e execução de atividades, sob a orientação da referida Comissão Episcopal ou dos Bispos encarregues do setor, assim como a canalização das informações e sugestões que possam interessar aos mesmos ou à Assembleia Plenária.
LJ
