Patriarca de Moscovo critica o Vaticano

Na Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, Alexis II volta a ser uma voz discordante Na Rússia ser cristão é sinónimo de ser Ortodoxo e não há lugar para outras confissões cristãs. Embora não o diga desta maneira, é este o pensamento que orienta a acção do Patriarca Ortodoxo de Moscovo e de todas as Rússias, Alexis II, que não vê nenhuma evolução favorável nas relações com o Papa para apresentar na Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Em entrevista à AFP, Alexis II culpa o Vaticano de “não cumprir a promessa de não converter os Ortodoxos” – a já tradicional acusação de proselitismo católico – e lembra que “a Rússia e outros países da Comunidade de Estados Independentes têm assistido ao crescimento da actividade de ordens missionárias católicas, no seio de uma população que pertence à tradição Ortodoxa.” “Não há nenhuma evolução positivo, nem mesmo com os greco-católicos na Ucrânia, onde a minoria Ortodoxa é perseguida”, acusa o Patriarca de Moscovo. A criação de um Patriarcado greco-católico na Ucrânia será mal recebido pela Igreja Ortodoxa Russa, vai advertindo Alexis II. “Acolhemos com satisfação e compreensão o facto de que o Vaticano não se apresse a responder às iniciativas dos greco-católicos, animados por interesse nacionalistas”, concluiu o Patriarca de Moscovo.

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