Pastoral de mar

Durante dois dias, 13 e 14 de Fevereiro, os directores nacionais do Apostolado do Mar de Portugal, Espanha e França estiveram reunidos em Orense (Espanha) para reflectirem e partilharem a realidade do Apostolado do Mar e “fizemos o retrato real da situação nestes três países” – disse à Agência ECCLESIA o Pe. Carlos Noronha, Director Nacional do Apostolado do Mar. Se Portugal perdeu, após a revolução de Abril, “a acção nos portos”, este é um dos pontos que “nos interessa ouvir os outros para vermos as experiências que eles têm” e daí “tirarmos conclusões para o retomar dessa situação”. Ouvir o positivo “para não cairmos em experiências fracassadas à partida” – realçou o Pe. Carlos Noronha. Em relação ao trabalho com o sector pesca, “nós temo-lo mais valorizado que os nossos vizinhos espanhóis e franceses” e aí “eles estiveram atentos ao nosso testemunho”. Ao nível da pastoral da beira mar, de comunidade em comunidade pelo país fora, “conseguimos manter esta identidade celebrativa, vivencial e catequética junto das pessoas”. Tanto em Espanha como na França “tem sido difícil estabelecer um elo de comunhão entre as diversas paróquias da beira mar”. Tal não acontece em Portugal “porque temos paróquias de Viana do Castelo à Fuzeta com um projecto catequético comum” – salientou o director nacional do Apostolado do Mar. Em relação ao navio «Prestige» e as consequências do episódio, o Pe. Carlos Noronha disse que é “necessário dar voz a este tipo de expressão”, como foi o comunicado conjunto dos três bispos sobre o caso «Prestige». E adianta: “no âmbito da ecologia cristã é muito negativo este tipo de agressões”. Ao nível da Pastoral do Mar em Portugal “estamos mais fragilizados no sector da Marinha Mercante”, o apoio ao marítimo de longo curso, “que terá de ser feito nos portos através da presença Stella Maris”. O ramo das pescas, o sector das mulheres dos marítimos e os jovens ligados ao mar são também preocupações da Pastoral do Mar, em Portugal.

Partilhar:
Scroll to Top