Papa vai continuar a sua missão

João Paulo II deu ontem mais um sinal da sua firme vontade em continuar à frente dos rumos da Igreja Católica. Peregrinos de todo o mundo acolheram a presença do Papa para dar a bênção apostólica no final da recitação da oração do Angelus, na Praça de São Pedro. “Sinto necessidade da vossa ajuda para cumprir a missão que Jesus me confiou”, afirmou João Paulo II numa mensagem lida pelo arcebispo Leonardo Sandri, substituto da Secretaria de Estado do Vaticano. O Papa agradeceu a todos os presentes e aos que o seguiam pela Rádio e a Televisão, “pela vossa solidariedade, afecto e sobretudo as vossas orações durante os dias em que estive hospitalizado na clínica Gemelli”. No primeiro Domingo da Quaresma, João Paulo II fez questão de salientar que “não teremos a vida eterna sem suportar o peso da cruz de Cristo”. “Não conseguiremos a alegria e a paz sem travar, com coragem, uma batalha interior. Esta é uma batalha que se ganha com as armas da penitência: a oração e as obras de misericórdia; uma batalha que se faz sem ostentação e sem hipocrisia, no amor a Deus e aos irmãos”, referia a sua mensagem. João Paulo II referiu-se depois à de exercícios espirituais com os seus colaboradores da Cúria Romana, que se iniciou na tarde deste Domingo. “No silêncio e no recolhimento vou rezar por todas as necessidade da Igreja e do mundo. Peço também a vós, caríssimos irmãos e irmãs, que nos acompanheis com a vossa oração”, disse. Na semana dos exercícios espirituais são suspensas todas as audiências, incluindo o encontro geral das quartas-feiras. Depois da recitação do Angelus, o Papa apelou à libertação da jornalista italiana Giuliana Sgrena, sequestrada a 4 de Fevereiro em Bagdad, e de todas as pessoas raptadas no Iraque. “Enquanto continuo a rezar pela paz no Médio Oriente, dirijo o meu premente apelo a favor da libertação da jornalista Giuliana Sgrena e de todos os reféns no Iraque”, concluiu.

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