Papa pediu mais coragem às novas gerações

Mensagem para o Dia Mundial de oração pelas vocações João Paulo II pediu às novas gerações que foosem capazes de “responder com generosidade ao chamamento do Senhor”, assegurando-lhes que conhecia a sua “atracção pelos valores do Espírito” e o seu “desejo de santidade”. “Queridos adolescentes e jovens, é a vós que, de modo particular, renovo o convite de Cristo a fazer-se ao largo. Vós encontrais-vos perante o imperativo de fazer opções decisivas em ordem ao vosso futuro: confiai-vos a Ele, escutai os seus ensinamentos, fixai o vosso olhar no seu rosto, perseverai na escuta da sua Palavra. Deixai que seja Ele a orientar cada uma das vossa buscas e das vossas aspirações, cada um dos vossos ideais e dos desejos do vosso coração”, escreveu o Papa na sua mensagem para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações, que será celebrado no IV Domingo da Páscoa, 17 de Abril, com o tema: “Chamados a fazermo-nos ao largo”. O Dia de Oração pelas Vocações, segundo o Papa, “é uma ocasião privilegiada para reflectir sobre o chamamento a seguir Jesus e, em particular, a segui-lo no caminho do sacerdócio e da vida consagrada”. “Duc in altum! A ordem de Cristo é particularmente actual para o nosso tempo, no qual se difunde uma certa mentalidade que favorece a falta de compromisso pessoal face às dificuldades”, acrescentava. João Paulo II deixou ainda um apelo aos pais e educadores cristãos, sacerdotes, consagrados e catequistas. “É urgente e necessário estruturar uma pastoral vocacional, ampla e detalhada, que envolva as paróquias, os centros de educação, as famílias, suscitando uma reflexão mais atenta aos valores essenciais da vida”, assinalava. O novo Presidente da Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios. D. António Francisco dos Santos, defende que se deve evitar a propagação de uma “ideologia da crise vocacional”. Apesar de admitir a falta de sacerdotes, não só em Portugal, mas também nas missões, o prelado sugere uma distribuição mais equitativa dos padres pelas Igrejas particulares. De acordo com o Secretariado Geral da Conferência Episcopal Portuguesa (Anuário Católico de Portugal, 2005), o nosso país conta com 9.404.000 católicos para um total de sacerdotes que ronda os 4.200. A relação é, assim, de 1 sacerdote para cada 2.200 católicos. Apesar desta situação, a esmagadora maioria das paróquias é administrada pastoralmente por sacerdotes (4.332) e apenas perto de 40 (0,9%) são administradas por diáconos, religiosas e leigos. No mundo a proporção de sacerdotes para cada católico é de 1 para cada 2.600. Em relação ao número de paróquias confiadas a não-sacerdotes, o total é de 3575, o que representa uma percentagem de 1,60% das paroquias de todo o mundo. Mensagem escrita por João Paulo II para esta celebração • Chamados a fazermo-nos ao largo

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