João Paulo II pediu, esta manhã, que as autoridaddes francesas deixem espaço para a religião e a prática dos fiéis, ao receber os bispos da região parisiense em visita “ad limina” ao Vaticano. “Importa que as autoridades respeitantes se preocupem, no respeito pela legislação em vigor, deixem lugar para a catequese e para o percurso religiosos pessoal e comunitário dos fiéis”, declarou. O Papa acrescentou que “esta dimensão da existência tem uma incidência positiva sobre os laços sociais e sobre a vida das pessoas”, acrescentou. O discurso de João Paulo II foi essencialmente consagrado à formação religiosa dos jovens e das crianças, no contexto de “secularização da sociedade”, numa altura em que a França é agitada pelas consequências da lei sobre os símbolos religiosos na escola pública. “Os vossos relatórios dão conta da secularização da sociedade francesa, compreendida muitas vezes como uma recusa, na vida social, dos valores antropológicos, religiosos e morais que a marcaram profundamente”, lamentou. De acordo com o Papa, o número crescente de catecúmenos, entre os jovens e os adultos, “indicia, contudo, que a transmissão da fé pode desenvolver-se, apesar das condições difíceis”. Os recados para a Igreja em França passam ainda pela necessidade de “um anunciado renovado do Evangelho”, mesmo entre as pessoas que já são baptizadas. As visitas “ad Limina” do episcopado francês começaram a 28 de Novembro e de 2003 prolongam-se até 28 de Fevereiro próximo. A expressão “ad Limina” vem do latim “ad Limina apostolorum (ao túmulo dos apóstolos) e designa a visita que cada bispos faz, cada 5 anos, à Santa Sé. No decorrer desta peregrinação, os prelados encontram-se com o Papa e visitam os responsáveis dos Dicastérios da Cúria Romana.
