João Paulo II pediu ontem aos peregrinos reunidos para a audiência geral que rezem por ele, porque nos momentos de dificuldade “a força do fiel é a oração”. “Desejo a todos felicidades, paz e graça no Senhor e convido-vos a rezarem pelo Papa e pelas suas intenções”, disse em português. O Papa apresentou-se com voz fraca na audiência geral desta quarta-feira, na praça de São Pedro no Vaticano, diante de 20.000 pessoas. Apesar de ter saltado alguns dos parágrafos do discurso que havia preparado, João Paulo II saudou os peregrinos em seis idiomas e depois da audiência, passou cinquenta minutos a saudar os fiéis e a posar para fotos de grupo. A intervenção de ontem retomou a catequese sobre a Liturgia das Horas, numa meditação sobre o Salmo 140, «oração no perigo», que “reflecte o espírito da teologia profética que une intimamente o culto à vida, a oração à existência. A própria oração feita com um coração puro e sincero se converte em sacrifício oferecido a Deus”, segundo o Papa. “É fácil que o mal exerça tanta atracção que leve o fiel a provar ‘dos alimentos deliciosos’ que os pecadores podem oferecer, unindo-se à sua mesa, quer dizer, participando de suas acções perversas”, advertiu João Paulo II.
