Papa confessa ter rezado para não ser eleito

“Rezei ao Senhor para que escolhesse alguém mais forte do que eu, mas nesta oração é evidente que Ele não me ouviu…”. Foi desta forma simples e directa que Bento XVI falou das suas expectativas relativamente ao último Conclave, perante os peregrinos alemães reunidos na Sala Paulo VI do Vaticano. O novo Papa referiu que não poderia fazer outra coisa que dizer “sim” à eleição, explicando que “os caminhos do Senhor não são cómodos, mas nós não fomos feitos para a comodidade”. “Nunca pensei ser eleito nem fiz nada para tal, mas posso dizer que quando se aproximava essa ‘guilhotina’, voltei a pensar numa coisa que me tinha escrito um padre alemão numa carta que levei para o Conclave”, disse Bento XVI, referindo-se a uma missiva que o desafiava a aceitar o resultado da eleição dos Cardeais, se fosse indicado para suceder a João Paulo II. Com os peregrinos da sua terra natal, o Papa brincou sobre o facto de já estar algo “italianizado”, dado que chegou atrasado à audiência, mas vincou que apesar de estar em Roma há quase 24 anos “continuo bávaro”. Falando das boas relações entre a Baviera e Roma, Bento XVI apresentou dois exemplos de figuras bávaras que marcaram a vida da Igreja: o Capuchinho Pe. Corrado e o Jesuíta Pe. Rupert Mayer, que desafiou o regime de Hitler. Ainda hoje Bento XVI confirmou oficialmente todos os membros dos Dicastérios da Cúria Romana até ao fim do quinquénio para o qual tinham sido nomeados pelo anterior Papa, após já ter feito o mesmo com as presidências dos Dicastérios, e promoveu à ordem episcopal do Colégio Cardinalício o Cardeal nigeriano Francis Arinze.

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