João Paulo II pediu aos cidadãos da Bósnia-Herzegovina que criem condições para que o país possa percorrer o caminho da paz e da justiça”, através de um perdão sincero e uma autêntica reconciliação. O Papa falava na passada sexta-feira ao novo embaixador da Bósnia-Herzegovina no Vaticano, Miroslav Palameta. No seu discuros, João Paulo II voncu a necessidade de “libertar a memória de rancores e de ódios derivados das injustiças padecidas e dos preconceitos construídos artificialmente”. “Esta grande tarefa exige a colaboração activa e o compromisso sério de todos os membros da sociedade, inclusive dos responsáveis políticos”, indicou. Durante seu discurso, o Papa referiu-se em primeiro lugar “à questão ainda não resolvida dos refugiados e dos exilados de Banja Luka, de Bosanska Posavina e de outras regiões da Bósnia. Quanto mais tempo passa, mais urgente é dar uma reposta às suas legítimas aspirações; o seu sofrimento interpela a nossa solidariedade”. Depois de indicar que “a democracia deve ser construída com tenacidade e paciência um dia após o outro”, o João Paulo II acrescentou que isso deve ser alcançado “utilizando meios e métodos sempre dignos e respeitosos de uma sociedade civil”. “A Bósnia-Herzegovina deseja unir-se aos demais países europeus para construir uma casa comum. Que esta expectativa se realize quanto antes”, concluiu.
