Papa apela ao fim da violência nas Molucas

João Paulo II lançou neste fim-de-semana um apelo ao fim da violência no arquipélago indonésio das Molucas, depois de uma semana de violência na qual perderam a vida pelo menos 37 pessoas. O Papa enviou uma mensagem a D. Petrus Cenisius Mandagi, bispo de Ambon, na qual confessa a sua tristeza pela “perda de várias vidas, os graves feridos e pelos actos de saque, bem como o incêndio de casas, escolas e igrejas”. O telegrama, enviado em nome do Papa pelo cardeal Angelo Sodano, Secretário de Estado do Vaticano, pede que “a ordem pública e as relações entre os diferentes grupos religiosos e sociais se restabeleçam rapidamente”. Na passada sexta-feira tinha sido o bispo Mandagi a publicar uma nota onde se pedia ajuda para a região. Neste momento, teme-se uma guerra de carácter político entre muçulmanos e cristãos semelhante à 1999, que custou a vida de 5000 pessoas e o deixou 700000 deslocados. O prelado pediu a intervenção da ONU e da comunidade internacional para “deter o banho de sangue”. “A violência foi claramente provocada por grupos com objectivos políticos e está unida às eleições em curso na Indonésia”, explica o Bispo de Ambon. Esta é já a maior onda de violência desde a assinatura de um acordo de paz, em 2002, que pôs termo ao conflito entre cristãos e muçulmanos iniciado em 1999.

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