“Não viemos aqui para aplaudir um jovem desta região porque se distinguiu como um grande cantor, um apreciado desportista ou um promissor político. O Heliodoro foi chamado por Deus para ser padre. No seu caminho para aquela meta, ele recebe hoje o ministério de diácono. O diaconado é um serviço especial na Igreja, instituído por Jesus Cristo” – disse D. Maurílio de Gouveia, arcebispo de Évora, na homilia da Eucaristia onde foi ordenado diácono Heliodoro Maurício Nuno. Évora recebeu um novo diácono e Lisboa vários presbíteros e diáconos. O Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, disse na homilia que o sacramento da Ordem “que administraremos a presbíteros e diáconos, ajudar-nos-á a compreender mais profundamente a Palavra de Deus proclamada neste Domingo”. Só o encontro com Jesus Cristo, “única fonte de um amor novo e definitivo, explica a opção pelo celibato voluntariamente escolhido como caminho de amor, que o Espírito Santo suscitou na Igreja logo a seguir à Páscoa” – sublinhou D. José Policarpo. “É bom que todos estejam conscientes de que o sacramento da ordem radicaliza, nas vossas vidas, esse amor exclusivo de Jesus Cristo como fonte de todo o amor. Os que escolheram o celibato não anularam, nas suas vidas, a força da natureza” – referiu o Patriarca de Lisboa. As comunidades paroquiais têm falta de sacerdotes. Todavia, “Deus quer dar pastores à sua Igreja. Porque é que eles não surgem entre os nossos jovens?” A responsabilidade “é das famílias, das escolas que se paganizam, da sociedade que apresenta o consumo, o prazer, o dinheiro, o divertimento, como os verdadeiros caminhos de felicidade” – explicou o Arcebispo de Évora.
