As autoridades chinesas libertaram um padre da Igreja Católica “clandestina”, preso há dois meses, indicou hoje a organização de defesa dos direitos religiosos “Fundação Cardeal Kung”. O Pe. Zhao Kexun, de 75 anos, tinha sido detido em Xuanhua, na província meridional de Hebei, onde se tem verificado um grande crescimento da Igreja Católica fiel ao Vaticano. Os motivos da detenção – ocorrida quando o sacerdote celebrava uma missa em sua casa – não foram divulgados. Este padre é um colaborador próximo de D. de Zhao Zhendong, Bispo da mesma província, cujo paradeiro é desconhecido desde o passado mês de Dezembro. O prelado faz parte da lista de 18 Bispos e 20 padres desaparecidos divulgada pela agência católica AsiaNews, do Instituto Pontifício para as Missões Estrangeiras (PIME). A ausência de informação faz temer que possa ter tido o mesmo fim de D. Fan Xueyn e D. Li Lifang, Bispos que morreram na prisão. As fontes da Igreja na China chamam ainda a atenção para o desaparecimento, há 6 anos, do Pe. Liu Deli, da mesma província de Hebei. A Igreja clandestina na China, fiel ao Papa, é formada por católicos que não aceitam o controlo exercido pelo governo comunista através da Associação Patriótica Católica, instituição que se atribui o direito de nomear bispos ou controlar outros muitos aspectos da vida da Igreja. Embora o Partido Comunista (68 milhões de membros) se declare oficialmente ateu, a Constituição chinesa permite a existência de cinco Igrejas oficiais, entre elas a Católica, que tem 5,2 milhões de fiéis. Segundo fontes do Vaticano, a Igreja Católica “clandestina” conta mais de 8 milhões de fiéis, que são obrigados a celebrar missas em segredo, nas suas casas, sob o risco de serem presos.
