O julgamento contra Pervaiz Masih. director de um colégio cristão, começou a 17 de Julho no norte do Paquistão, dois anos e três meses após o encarceramento do professor por suposto delito de blasfémia. Foi negada a fiança de Masih desde que foi preso em Abril de 2001, quando alguns adolescentes o acusaram de pronunciar calúnias contra o profeta Maomé, enquanto lhes dava aulas dois meses antes, segundo informa «Compass Direct». Contudo, segundo relatório publicado duas semanas depois da prisão do professor, redigido por associações de defesa dos direitos humanos, as acusações de blasfémia contra Masih baseavam-se em «discriminações profissionais e em rivalidade, incluindo o ódio religioso». Além de Pervaiz Masih, outros seis cristãos paquistaneses encontram-se encarcerados sob a acusação de haver violado a polémica lei de blasfémia. Dois presos em 2002 continuam esperando julgamento, enquanto outros quatro condenados à morte ou à prisão perpétua apresentaram recurso.
