Os novos desafios do CNE

Ao assistentes regionais do Corpo Nacional de Escutas (CNE) estiveram reunidos, dias 5 e 6 de Janeiro, em Fátima, para avaliar um ano de trabalho e programar algumas actividades do CNE que engloba cerca de “60 mil jovens e 10 mil dirigentes”. A curto prazo (Janeiro ou Fevereiro) será constituída uma “Equipa Nacional de Assistentes” e a pagina do CNE na Internet será “enriquecida ao nível de actividades de animação da fé” – disse à Agência ECCLESIA o Pe. Joaquim Nazaré, Assistente Nacional do CNE. Durante os dois dias, os assistentes regionais partilharam também as suas experiências e caracterizaram a sua região. Se a “desertificação humana” e a “escassez de chefes” afecta o interior do país, no litoral também existem “problemáticas de outra ordem na acção escutista”. Como ser dirigente no Corpo Nacional de Escutas “é muito absorvente” sente “o problema nesta instituição do voluntariado” – referiu o Pe. Joaquim Nazaré. E adianta: “a escassez de dirigentes para o desempenho da função é uma realidade”. Para colmatar esta dificuldade, o CNE pensa valorizar a formação “nos escuteiros mais velhos” e “apostar numa renovada dimensão da formação escutista na última fase (quarta secção)”. Só assim “podemos ter mais e melhores dirigentes”. Por outro lado, o CNE apela também às comunidades, e mais concretamente aos pais dos escuteiros, que “acolham a ideia e se tornem voluntários para assumir as funções de dirigentes” – sublinhou o assistente nacional. Com algumas dezenas de anos em Portugal, o CNE continua “com uma vitalidade enorme” e continua “ a ser um movimento juvenil que atrai naturalmente muitos dos nossos jovens” – salienta o Pe. Joaquim Nazaré. O fascínio do CNE é uma constatação mas “queremos mais e melhor” por isso “iremos apostar na actualização da linguagem, dos meios e na forma de ir ao encontro dos jovens”. Uma preocupação suprema para que o CNE seja cada vez mais um “movimento de evangelização” – finalizou o Pe. Joaquim Nazaré.

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