Os 450 anos da «Mãe Soberana» do Algarve

Manifestações religiosas da Festa Pequena à Festa Grande Este ano, Loulé comemora os 450 anos da Festa da Mãe Soberana, Nossa Senhora da Piedade, a maior manifestação religiosa do sul do país, que atrai à cidade milhares de peregrinos e turistas. Para assinalar estes quatro séculos e meio de devoção à santa padroeira de Loulé, as paróquias de S. Sebastião e S. Clemente, juntamente com Câmara Municipal, prepararam um vasto programa que se irá prolongar até ao próximo ano. Estão previstas diversas actividades de carácter religioso, cultural e social que passam por exposições, conferências, concertos e encontros. Terão, ainda, lugar a publicação de um livro alusivo ao Culto à Mãe Soberana, cunhagem da Medalha Comemorativa desta efeméride, a emissão de um Inteiro Postal dos CTT comemorativo e a designação da Mãe Soberana como patrono da Escola EB 1, nº 1 de Loulé. No âmbito das comemorações a autarquia irá também inaugurar o Centro Social e Paroquial de Loulé, um equipamento de carácter social que pretende ser um lugar de apoio às actividades assistenciais, culturais e religiosas, das paróquias e cidade de Loulé. Este será um espaço de formação cristã para crianças, jovens e adultos bem como de apoio a sectores importantes como a juventude e família e apoio a carenciados. As festividades da Mãe Soberana em Loulé constituem uma tradição que data do século XVI. Esta festa decorre entre o Domingo de Páscoa e os quinze dias posteriores. Divide-se em duas fases: a Festa Pequena e a Festa Grande. Num primeiro momento, que coincide com o Domingo de Páscoa, tem lugar a descida da imagem da Nossa Senhora, do cerro até à Igreja de S. Francisco. Quinze dias depois realiza-se aquela que é considerada a Festa Grande. É o regresso ao seu Santuário que, a poente, se ergue sobranceiro a toda a cidade. O último dia é o da Festa Grande. Após a saída da Igreja de S. Francisco, a procissão percorre as ruas do centro da cidade de Loulé, ao ritmo de marchas musicais executadas por bandas locais, nomeadamente o centenário Hino da Mãe Soberana. A escalada do caminho que dá acesso ao altar da Nossa Senhora da Piedade é um documento espantoso da fé cristã nesta terra. Ao esforço gigantesco dos Homens do Andor, que transportam a Virgem, alia-se a força espiritual dos muitos fiéis que, em vivas sucessivos à Nossa Senhora, em passo vivo e na cadência musicada dos homens da banda, vão «empurrando», no calor da fé, calçada acima, o pesado andor da Padroeira.

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