Origem do terrorismo está na injustiça mundial, defende a Santa Sé

Intervenção na assembleia geral da ONU A Santa Sé defendeu que a origem do terrorismo está na injustiça mundial, numa intervenção durante a 58ª sessão da assembleia geral da ONU. “Na raiz da guerra e em particular do terrorismo estão questões de que a comunidade internacional ainda não tratou: as injustiças sofridas, as legítimas aspirações dos povos, a pobreza abjecta, a intolerância e a exploração de milhares de pessoas desesperadas que não têm esperança de melhorar a sua vida”, referiu o observador permanente da Santa Sé na ONU. Falando sobre o tema da sessão, a “Cultura da paz”, o arcebispo Celestino Migliore vincou que esta “tem a ver essencialmente com as pessoas” e que “nenhum esforço deve ser poupado para atingirmos a paz”, bem comum à humanidade. Para a Santa Sé, os problemas da guerra e da proliferação das armas deveriam ser tomados em conta pela comunidade internacional como “os maiores inimigos da paz”. O arcebispo Migliore apresentou como vias de solução “o fim da corrida ao armamento e um verdadeiro processo de desarmamento, com garantias autênticas”. O representante católico falou ainda sobre a legítima defesa e a guerra preventiva, convidando os responsáveis políticos a ponderar as suas decisões. “Tais decisões só podem ser justificadas se todos os meios pacíficos para resolver uma crise se tiverem mostrado sem eficácia nem aplicação prática possível”, referiu. Ver também • João Paulo II condena todas as formas de terrorismo

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