Ordinariato Castrense: D. Sérgio Dinis condecorado com a Cruz de São Jorge, no primeiro aniversário da ordenação episcopal

Bispo das Forças Armadas e de Segurança recebeu distinção do CEMGFA e lembrou que a «força só é justa quando tem alma»

Foto: Ordinariato Castrense

Lisboa, 26 jan 2026 (Ecclesia) – O bispo das Forças Armadas e das Forças de Segurança foi hoje condecorado com a Medalha da Cruz de São Jorge, 1.ª Classe, no dia em que assinala o primeiro aniversário da sua ordenação episcopal, numa cerimónia no Instituto Universitário Militar.

D. Sérgio Dinis recebeu a distinção das mãos do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA), general José Nunes da Fonseca, sublinhando que a missão da Igreja no meio castrense é ser uma “ponte” para “proteger vidas, guardar a dignidade humana e manter viva a esperança”.

“Recebo esta distinção com encorajamento e compromisso. Compromisso de servir com lealdade institucional (…) e de cuidar da dimensão humana, ética e espiritual do serviço, sem protagonismos”, afirmou o bispo, no discurso de agradecimento, segundo nota enviada à Agência ECCLESIA pelo Ordinariato Castrense.

O responsável católico recusou assumir a medalha como “mérito pessoal” e evocou a figura de São Nuno de Santa Maria como inspiração para o serviço militar.

“Homem de armas e de consciência, recorda-nos que a autoridade é serviço e que a força só é justa quando tem alma”, declarou D. Sérgio Dinis.

O general José Nunes da Fonseca justificou a atribuição da Cruz de São Jorge, condecoração privativa do EMGFA, como o reconhecimento da “coragem moral, integridade ao dever, dedicação ao bem comum e sentido de justiça” do prelado.

A distinção marca o primeiro ano de episcopado de D. Sérgio Dinis, que foi ordenado em Vila Real.

Nestes primeiros doze meses, o antigo pároco de Murça (Vila Real) tem apostado na “renovação estrutural” da Cúria Castrense e num discurso focado na “educação para a paz”, visitando unidades operacionais, hospitais e estabelecimentos prisionais.

“Não basta preparar para a guerra, é preciso educar para a paz”, tem sido uma das linhas de força do seu ministério, defendendo que as instituições de defesa devem funcionar como “escolas de valores” e “reserva moral da nação”.

OC

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