Opus Dei evita polémicas sobre O Código Da Vinci

Após ter vendido 25 milhões de exemplares em 44 idiomas e com um filme a caminho, seria difícil a Dan Brown encontrar melhor publicidade para o seu best-seller O Código Da Vinci do que uma suposta “cruzada” contra ele, guiada pelo Vaticano e o Opus Dei. A publicidade é feita por vários meios de comunicação, que a partir de uma entrevista televisiva do prelado do Opus Dei vislumbraram o desejo de fazer uma campanha contra o livro. “O livro não me preocupa em absoluto e não me tira nem vinte segundos de sono”, respondeu D. Javier Echevarría à pergunta de um jornalista da televisão italiana. O prelado disse ainda que reza “todos os dias” por Dan Brown. “Espero que possa ratificar as suas posições, porque sabe que está a proceder mal e a enganar muita gente”, acrescentou D. Javier Echevarría. O Código Da Vinci apresenta o Opus Dei como uma organização paracatólica sinistra, obscura e assassina, sobretudo através do monge sicário Silas. Para Marta Manzi, porta-voz do Opus Dei em Roma, “seria melhor falar menos de cruzadas e discutir seriamente e serenamente sobre literatura, história e religião, sem confundir a ficção com a realidade. Os jornalistas nisto podem ajudar muito”. O escritor Umberto Eco também criticou Brown, lembrando que “quem lê bem O Pêndulo de Foucault (obra de Eco muito vendida, apesar de ser mais difícil de ler que O Nome da Rosa) encontra uma sátira sobre os que escrevem e lêm novelas como O Còdigo Da Vinci”. “Não acredito que Brown leve esta obra a sério, mas foi suficientemente hábil para que os seus leitores a levassem a sério”, acusou.

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