Observatório Social da Arquidiocese de Braga considerado «muito oportuno»

A criação do Observatório Social da Arquidiocese de Braga, resultado de um projecto que está a ser concretizado por quatro instituições ligadas à Igreja bracarense, foi ontem incentivada pelos principais responsáveis dos arciprestados e delegados da pastoral sócio-caritativa, que o consideram «muito oportuno». Mas, para que esta estrutura funcione «como um instrumento fundamental» na auscultação e resolução das carências das pessoas mais necessitadas, como deseja D. Jorge Ortiga, Arcebispo Primaz, ainda falta concluir a recolha dos inquéritos enviados há alguns meses aos párocos da Arquidiocese. Porque inicialmente não teve a adesão esperada pelos autores do projecto “Convergências”, na reunião que teve lugar ontem no Centro Apostólico do Sameiro foi solicitado um maior empenho dos padres no levantamento das instituições envolvidas na acção sócio-caritativas e das dificuldades que têm na assistência às pessoas mais carenciadas. O estudo das conclusões do inquérito deverá acontecer em Setembro, será feito por José da Silva Lima e pela Faculdade de Ciências Sociais do Centro Regional de Braga da Universidade Católica Portuguesa, e terá continuidade no fórum a realizar até ao final deste ano — último passo para a constituição do desejado Observatório Social. Além do empenho na resposta aos inquéritos, os delegados da pastoral sócio-caritativa mostraram-se também dispostos a constituir equipas da pastoral sócio-caritativa nos catorze arciprestados da Arqui-diocese de Braga. Por enquanto tal só acontece em Barcelos. Na cidade da Póvoa de Varzim está em curso «uma experiência interessante», porque envolve pessoas ligadas a vários movimentos de apostolado e instituições com fins so-ciais; e em Guimarães, como também se referiu nesta reunião, é louvável o trabalho de um grupo de voluntários. Os responsáveis do Secretariado Arquidiocesano da Acção Social e Caritativa manifestaram disponibilidade para participar numa das reuniões mensais dos padres do mesmo arciprestado (palestras), a fim de facilitar a criação ou consolidação das equipas arciprestais. Em todo este processo, a Cáritas Arquidiocesana tem sido apresentada como o «motor» da acção sócio-caritativa. O mesmo deve acontecer, como salientou D. Antonino Dias, Bispo Auxiliar de Braga, com os Centros Sociais Paroquiais. Convocados pelo Arcebispo Primaz, as reuniões dos responsáveis dos secretariados ou departamentos arquidiocesanos com os delegados das equipas arciprestais terminam hoje: durante a manhã, vai falar-se da pastoral familiar; a tarde foi reservada para a pastoral vocacional e para a pastoral através dos meios de comunicação social.

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