O vanguardismo dos jesuítas

Foram a primeira multinacional pedagógica da história humana A companhia de Jesus é uma das instituições que “influenciou mais a cultura humana na modernidade” – disse à Agência ECCLESIA Eduardo Franco, um dos coordenadores do curso “Jesuítas em Portugal e na Europa – perfil e percurso de uma Ordem controversa”, realizado em 4 sessões (5, 12, 19, 26 de Abril), na Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa. A actuação dos jesuítas era muito marcada pela “capacidade de inovação, recriação de métodos antigos adaptados às circunstâncias novas”. E acentua: “uma companhia ousada e corajosa”. Neste percurso, os jesuítas foram capazes de “ler os sinais dos tempos”. Nesta capacidade de diálogo “tiveram a coragem” de levar o “evangelho a outros povos” – sublinha Eduardo Franco que completa “foram percursores da inculturação, do diálogo inter-religioso, da educação e de redes de escolas”. Outrora existia um conceito de educação elitista mas os jesuítas fundaram “colégios desde Braga ao Algarve”. Eram apologistas da “escolarização de massas” e afrontaram a mentalidade do tempo. Depois de um século (séc. XIX) com alguma calmia, no século XX, a companhia de Jesus passa ter uma postura “novamente vanguardista”. No fundo estavam empenhados na resposta aos anseios “dos homens do seu tempo” que os leva a abrir “as suas escolas ao povo” – disse o coordenador. Com este ardor evangélico – acentua Eduardo Franco – “podemos considerar a Companhia de Jesus como a primeira multinacional pedagógica da história humana”. Sem perder o essencial – os exercícios espirituais de Inácio de Loyola – os jesuítas vão ao encontro das “novas propostas pedagógicas contemporâneas”. Notícias relacionadas •Jesuítas contribuíram para a evolução da ciência •Homenagem ao Pe. Manuel Antunes

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