O uso da força não resolve os problemas da humanidade

Tema da paz domina audiência geral, onde João Paulo II lembrou aos cristãos que a superação das suas divisões é indispensável João Paulo II advertiu hoje os responsáveis políticos de todo o mundo que a paz obtida pelo recurso à força não é duradoura. “O mundo aspira ardentemente à paz, tem necessidade de paz hoje como ontem, mas muitas vezes procura-a com meios impróprios, mesmo com recurso à força”, lamentou. Na audiência geral que o Papa concede às quartas-feiras, os peregrinos reunidos na Praça de São Pedro ouviram falar de um mundo que vive “com o coração perturbado pelo medo e a incerteza”. Nessas circunstâncias, lembrou João Paulo II, é mais necessário do que nunca que os cristãos superem as divisões que hoje existem entre eles, para oferecer um contributo decisivo na superação dos “conflitos e divisões da humanidade”. “Sejamos construtores da paz no meio daqueles com quem vivemos”, pediu. A Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, que decorre de 18 a 25 de Janeiro 2004, tem como tema “Eu Vos Dou A Minha Paz (Jo 14, 27)”. A intervenção do Papa foi subordinada a esse tema e integrou momentos de oração e reflexão sobre o ecumenismo. João Paulo II sublinhou que os cristãos não devem perder a esperança, no caminho rumo à plena unidade, “por causa das novas ou das antigas dificuldades que entravam o caminho”, apresentando como receita “a paciência e a compreensão”. No final da audiência o Papa rezou pelos responsáveis das nações e das organizações internacionais que trabalham em favor da paz, pelos que sofrem “por causa da guerra, da injustiça e da opressão”. Os peregrinos juntaram-se na oração pelas Igrejas cristãs no Oriente e no Ocidente, pedindo a “plena unidade” e pelo Papa e os pastores de todas as comunidades cristãs, “para que sejam construtores infatigáveis de comunhão e unidade”.

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