A Igreja Católica defendeu, perante a Organização Mundial do Turismo, que a actividade comercial não deve perder nunca de vista a prioridade da pessoa. “Em qualquer fenómeno social, como é o caso do turismo, deve-se dar prioridade ao ser humano de modo a que as suas aspirações culturais e espirituais possam ser atingidas”, disse Piero Monni, representante da Santa Sé na XV assembleia geral da OMT. O encontro decorre em Pequim de 17 a 24 de Outubro. Para a Santa Sé esta ocasião representa “um passo fundamental na história da organização” que se propõe ser um Instituto especializado da ONU. “O turismo sempre foi um veículo de valores como o respeito pela dignidade pessoal e os direitos pessoais fundamentais. Constrói uma cultura de hospitalidade e compreensão recíproca”, afirmou Monni. Apesar da recente crise mundial provocada pela crise da “pneumonia atípica”, a Santa Sé não deixou de destacar o potencial do turismo como instrumento de combate à pobreza e de crescimento social. “O turismo internacional testemunhou um autêntico ‘boom’ nos últimos 10 anos, especialmente para lugares exóticos e distantes. A beneficiar desta situação estão os países menos integrados na economia mundial” sustentou o representante vaticano. Piero Monni chamou ainda a atenção dos participantes para as ameaças da guerra, terrorismo e dos desastres naturais, cujas consequências nesta área são desastrosas.
