O papel dos catequistas na pastoral vocacional

Dia dos catequistas da diocese de Aveiro “Rezar pelas vocações, é um dever diário de todos os cristãos, mormente dos mais responsáveis na Igreja. Aqui se incluem também os catequistas” – apelou D. António Marcelino, Bispo de Aveiro, às cinco centenas de catequistas desta diocese, que realizaram uma peregrinação ao Santuário de Fátima, dia 1 de Maio. Este ano, pela primeira vez, o Dia Diocesano do Catequista foi celebrado naquele santuário mariano onde o prelado apelou a estes educadores da fé para a importância das “verdadeiras dificuldades que se põem hoje aos jovens, quando não têm coragem para responderem e se entregarem ao chamamento de Deus. Diz-se frequentemente, em relação às vocações sacerdotais, que é o celibato. Será mesmo e sempre assim? Então porque são tão frágeis tantos matrimónios?” Actividades para revitalizar a catequese e da “formação do próprio catequista” – disse à Agência ECCLESIA Vítor Cardoso, membro do Conselho Diocesano da Catequese. E acentua: “a lacuna geral é a falta de formação dos catequistas, essencialmente ao nível das novas tecnologias e pedagogias”. Para colmatar estas falhas “a aposta passa pela formação, ao nível de arciprestados, e na divulgação dos cursos do ISCRA”. Apesar da faixa etária dos catequistas se situar na idade avançada, Vítor Cardoso acentua que a “idade não é obstáculo” para as novas etapas. Como a sociedade de hoje é dominada pelas influências da “modernidade e da pós-modernidade”, D. António Marcelino sublinhou que “só conseguindo demarcar-se, por um processo educativo e de crescimento, deste ambiente, que condiciona fortemente os comportamentos, se podem ter opções de vida que impliquem entrega definitiva e dedicação a uma Pessoa e a uma Causa”. Como a falta de vocações é uma “realidade da nossa diocese”, o bispo diocesano alertou para “sempre que se calam os profetas, surgem os falsos profetas que falam apenas dos seus interesses e desvirtuam os interesses de quem os enviou”.

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