O papel da Rádio Vaticano na Eslováquia comunista

Em vésperas da visita do Papa João Paulo II à Eslováquia, a agência Fides publicou os testemunhos de católicos que, pela primeira vez, relataram a perseguição religiosa do regime comunista e indicaram a Rádio Vaticano como um dos contactos estratégicos da Eslováquia com o mundo livre e a Igreja. Vários testemunhos desta perseguição comunista foram apresentados num programa de televisão chamado “Cristo no frio do Leste” que prepara a visita do Pontífice. Uma das declarações publicadas pela Fides é a do sacerdote Ignac Jurus, segundo o qual “os comunistas se dedicaram com afinco a perseguir a Igreja. Destruíram e impediram tudo, tanto a palavra escrita como a proclamada. A única fonte de notícias era a Rádio Vaticano”. A leiga Anna Kolek, de Nitra, assegura que “pertencemos à geração que viveu os tempos da perseguição religiosa. As pessoas que acreditavam sinceramente tentavam, por todos os meios, servir a Igreja subterrânea, visto que, já nos anos 70, tinha organizado a sua própria estrutura clandestina. Tudo isso ocorria sob o patronado e com pleno conhecimento do actual Cardeal, que, naqueles tempos, era nosso bispo clandestino, Giovanni Crisostomo Korez”.

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