O Papa desafia teólogos ao diálogo com a contemporaneidade

João Paulo II lembrou hoje à Comissão Teológica Internacional a importância de toda a reflexão católica permanecer aberta ao diálogo com os homens e mulheres de hoje. Ao receber no Vaticano os teólogos que fazem parte deste organismo, por ocasião da sua assembleia plenária, o Papa destacou a escolha do tema da lei moral natural, terreno comum a crentes e não-crentes. “Sempre foi uma convicção da Igreja que Deus deu ao homem a capacidade de chegar com a luz da razão ao conhecimento das verdades fundamentais da sua vida e do seu destino, e em concreto sobre as normas do seu recto agir”, assinalou. Recordando o que já escreveu em anteriores encíclicas, João Paulo II recomendou que esta possibilidade de conhecimento seja destacada junto da sociedade contemporânea, “para o diálogo com todos os homens de boa vontade e para a convivência aos mais diversos níveis sobre uma base ética comum”. A Comissão Teológica Internacional, organismo que reúne alguns dos teólogos mais prestigiados de todo o mundo, encontra-se reunida esta semana no Vaticano para definir um palno de acção para o próximo ciclo de 5 anos. Outro dos temas que os teólogos discutem nestes dias é o da vontade salvífica e universal de Deus, particularmente em relação ao baptismo das crianças. Os membros da Comissão são nomeados pelo Papa por cinco anos, após proposta do presidente da Comissão, o prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé – actualmente o Cardeal Joseph Ratzinger – e após consulta às Conferências Episcopais. O início do novo ciclo foi marcado por uma renovação quase total da Comissão, onde apenas permanecem cinco dos antigos trinta membros. Para João Paulo II, “a experiência nos vários países na terra e o conhecimento dos problemas teológicos irá permitir que a reflexão seja concreta e orgânica”.

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