Nem moda nem superstição O dia 16 de Junho é consagrado à memória litúrgica de Nossa Senhora do Carmo, cuja devoção popular se materializa no escapulário do Carmo, a que hoje João Paulo II fez referência na audiência geral. Um dos sinais da tradição da Igreja, há sete séculos, o Escapulário de Nossa Senhora do Carmo é um sinal aprovado pela hierarquia e aceite pela Ordem do Carmo como “manifestação de amor a Maria, de confiança filial nela e do compromisso de imitar a sua vida.” A devoção do Escapulário de Nossa Senhora do Carmo terá tido início com uma visão de São Simão Stock. Houve uma vastíssima difusão da devoção do Escapulário a partir do séc. XV e com o tempo estabeleceu-se um escapulário reduzido para ser dado aos fiéis. Dessa forma, quem o usasse poderia participar da espiritualidade do Carmelo, que se ampliava para além do círculo dos religiosos, passando a agregar os terceiros e adeptos desta devoção. A palavra “escapulário” indicava uma vestimenta que os monges usavam sobre o hábito religioso durante o trabalho manual. Com o tempo assumiu um significado simbólico: o de carregar a cruz de cada dia, como os discípulos e seguidores de Jesus. Em algumas Ordens religiosas, como no Carmo, o Escapulário tornou-se um sinal da sua identidade e vida. O escapulário é imposto só uma vez por um sacerdote ou uma pessoa autorizada. Não pretende ser um sinal de protecção mágica ou um amuleto, nem uma garantia automática de salvação.