Núncio Apostólico no Haiti não deixará o país

Após a partida para o exílio, no Domingo, do Presidente Jean-Bertrand Aristide, a capital do Haiti vivia ontem um ambiente tenso, em que coexistiam rebeldes armados, uma pequena força multinacional e a incerteza no futuro O Núncio Apostólico no Haiti, D. Luigi Bonazzi, declarou que não vai deixar o país, apesar de “algumas representações diplomáticas já terem abandonado o Haiti”. O representante do Papa no país afirmou que a Igreja procura “mexer com a consciência dos políticos, fazer com que chegue à classe dirigente o grito de dor e de sofrimento do povo”. “Não se pode usar a violência para fins pessoais quando os prejudicados são os haitianos”, esclarece. Em Port-au-Prince, contingentes de soldados norte-americanos, franceses e canadianos (cerca de 600) ocuparam pontos-chave como o aeroporto, o palácio presidencial saqueado e as embaixadas dos seus países. São a guarda avançada de uma força multinacional interina autorizada no Domingo à noite pelas Nações Unidas, numa missão que não poderá exceder os três meses.

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