A revista especializada em vaticanologia, “Inside the Vatican”, publica na sua última edição o testemunho de Aldo Brunacci, um sacerdote conhecido por ter salvo 250 judeus durante a II Guerra Mundial, onde este reconhece o trabalho do Papa Pio XII para salvar a um grande número de judeus, durante a ocupação alemã. O testemunho do sacerdote, de 90 anos, chega num artigo intitulado “A Carta Secreta”, em que este confirma a existência de uma carta que o seu bispo de então, Giuseppe Nicolini, leu durante a grande Guerra, Segundo o Pe. Brunacci, a missiva tinha sido escrita, pelo Papa Pio XII, para impulsionar o clero a proporcionar segurança aos judeus, na Itália. De acordo com o “Inside the Vatican”, a autora Susan Zuccotti, autora do polémico livro “Sob as suas próprias janelas”, onde argumenta que o apoio católico aos judeus na Itália foi feio sem o apoio de Pio XII, conhecia esta carta. No entanto, ignorou-a no seu trabalho, afirmando que o bispo mentiu “para fazer crer que aos seus ajudantes que eles faziam o trabalho do Papa”. O Pe Brunacci negou a afirmação de Zuccotti e explicou que era “impossível” que D. Nicolini estivesse mentindo. “Vi-a com os meus próprios olhos, nas mãos do meu bispo, enquanto ele a lia”, esclareceu o sacerdote e acrescentou que “era uma carta do Vaticano pedindo ao Bispo que tomasse medidas para proteger os judeus. E nós tomámos essas medidas”. O sacerdote manifestou a sua convicção de que a referida carta verá a luz do dia muito em breve, com a avanço das investigações.
