D. António Carrilho sublinha necessidade de superar cultura de indiferença
Funchal, Madeira, 23 dez 2015 (Ecclesia) – O bispo do Funchal convidou as comunidades católicas da Madeira e Porto Santo a celebrar um Natal de “esperança” e a superar o que denominou de “cultura de indiferença” face aos mais carenciados.
“Apesar da instabilidade económica e social e de outras dificuldades que dela derivam e invadem o horizonte do mundo atual, não deixemos morrer a esperança, a força e a coragem para lutar, amar e superar os problemas e desencantos da vida quotidiana”, escreve D. António Carrilho, numa mensagem enviada hoje à Agência ECCLESIA.
Depois do novenário das tradicionais ‘Missas do Parto’, o prelado propõe a celebração de um “Natal da Misericórdia”. “
Não nos limitemos apenas às mensagens de boas festas e à troca de presentes. A maior e mais sublime mensagem de Natal é o próprio Filho de Deus, que nos convida a abrir o coração aos gestos de ternura, de vigilância e atenção aos outros”, defende.
Neste contexto, D. António Carrilho sustenta que é necessário passar da “cultura da indiferença” a uma “cultura da proximidade e da inclusão”.
Com votos natalícios às famílias madeirenses, aos idosos, aos jovens e às crianças, o bispo do Funchal refere que “o verdadeiro espírito e dinamismo do mistério do Natal está na atenção vigilante e no amor solidário”, em particular pelos “mais pobres, os desempregados, os idosos, doentes e excluídos”.
A mensagem recorda ainda os emigrantes e os turistas que visitam a região nesta quadra natalícia.
“Que eles experimentem e levem consigo o sorriso e a alegria das tradições religiosas e culturais do povo madeirense, que vive a ‘Festa’ com a ternura da infância, cantando e celebrando o Menino de Belém”, conclui D. António Carrilho.
OC