Declarações de Claudia Navarini, professora da Faculdade de Bioética do Ateneu Pontifício Apostolorum A distância entre as práticas de eutanásia holandesas das nazis desapareceram com a recente decisão da Holanda de permitir a eutanásia infantil e neonatal – alertou a doutora Claudia Navarini, professora da Faculdade de Bioética do Ateneu Pontifício Apostolorum (Roma). Estas declarações surgem depois do acordo entre a magistratura holandesa e a clínica universitária de Groningen que autoriza um protocolo de experimentação orientado a estender às crianças com menos de 12 anos – inclusive os neonatos – a prática da eutanásia, já regulamentada pela lei de abril de 2002 (Cf. Zenit, 3 de setembro de 2004). Oficialmente o objectivo é terminar com um “sofrimento insuportável”, na realidade, “permite-se matar pessoas humanas sem seu consentimento” – denuncia, num comunicado, Gian Luigi Gigli, presidente da Federação Internacional das Associações Médicas Católicas. De acordo com a doutora Navarini, com a recente decisão da magistratura holandesa, estamos “frente ao que o presidente do Comité Nacional de Bioética de Itália, Francisco D´Agostino, define uma “pseudo-eugenia de Estado mal escondida”.
